“Forças Armadas não terão espaço para que prospere uma situação de radicalismo”, diz deputado

Petternelli negou que a demissão do ministro tenha a ver com planos militares às vésperas dos 57 anos do golpe militar de 1964

Por: Larissa Placca | 29 março - 19:01

O deputado General Petternelli (PSL-SP) lamentou o desligamento do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, nesta segunda-feira (29). Leia a matéria completa. A nota do ex-ministro não informou o motivo da decisão, além disso, ainda não foi sugerido nenhum nome para substituí-lo.

Para Petternelli, a troca no comando do ministério será uma “descontinuidade nas atividades”. O deputado é um dos representantes dos militares no Congresso.

O deputado General Petternelli (PSL-SP) em sessão da Câmara

O deputado General Petternelli (PSL-SP) em sessão da Câmara; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“Estamos na hora de buscar uma solução para a pandemia e o desemprego. Tem muita gente passando fome, muita gente não está levando comida para casa e as Forças Armadas não terão espaço para que prospere uma situação de radicalismo. Desconheço as razões [da demissão]. Só tenho a lastimar porque, na minha opinião, ele foi um bom ministro da Defesa”, disse o deputado.

Petternelli negou que a demissão do ministro tenha a ver com planos militares às vésperas dos 57 anos do golpe militar de 1964. “O Exército não deixará seu caráter institucional porque é uma instituição de Estado e assim continuará a ser”, disse.

Deputados e senadores apoiaram, nesta segunda-feira (29), a formação de um motim, após à morte de um policial militar da Bahia por seus próprios colegas neste domingo (28). Leia a matéria completa.

O motivo seria para reagir às restrições de atividades comerciais e toque de recolher dos governos estaduais por causa da pandemia.

O que é um Motim:

Motim é uma insurreição (efeito contra ordem estabelecida) de grupos contra a autoridade instituída

Após a saída do ministro da Defesa:

Segundo informações de jornalistas no DF, o general Azevedo e Silva foi demitido por Bolsonaro após três minutos de conversa no início desta tarde no Palácio do Planalto.

A demissão teria sido decidida após desacordos entre o ministro e o presidente. Azevedo e Silva se recusou a demitir o comandante do Exército, general Edson Pujol. Pujol defende uma relação de independência entre as Forças Armadas e o governo.

Em Brasília também se especula que Bolsonaro pretende nomear para a Defesa um dos generais que já ocupam algum cargo no Planalto.

Nomes como Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Braga Neto (Casa Civil) surgiram.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Doria se muda para Palácio dos Bandeirantes após sofrer ameaças

Secretária de Educação Básica do MEC pede demissão

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:


Deixe seu comentário

BOMBOU!

Recomendadas para você