Filha de Queiroz, envolvida na ‘Rachadinha’ de Flávio Bolsonaro, foi nomeada para cargo e exonerada dois dias depois

A nomeação foi publicada no Diário Oficial no dia 13, no dia 14 é publicado um pedido para que a nomeação seja desfeita. Evelyn receberia R$ 2,4 mil de salário.

Por: Larissa Placca | 20 abril - 23:31

Uma das filhas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro investigado no caso das rachadinhas da Alerj, foi nomeada para um cargo no Governo do Rio e exonerada após dois dias.

Evelyn Melo de Queiroz foi nomeada dia 12 para o cargo de comissão de Secretário II, da Secretaria de Estado da Casa Civil. A nomeação foi publicada no Diário Oficial no dia 13.

Fabrício Queiroz foi assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL)

Fabrício Queiroz foi assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ; Foto: Reprodução / SBT

No dia 14 é publicado no Diário Oficial, um pedido para que a nomeação seja desfeita. Evelyn receberia R$ 2,4 mil de salário.

Em nota, o governo do rio disse que o secretário da Casa Civil recebeu currículos para possíveis nomeações na estrutura estadual e que “Alguns nomes foram entrevistados pelo subsecretário de Administração e, sem que tivesse sido previamente avaliado pelo GSI, a nomeação foi publicada no Diário Oficial. Antes mesmo de tomar posse, o secretário determinou, após ser identificada a vinculação de parentesco, tornar sem efeito a nomeação”, disse em nota.

Assim como Queiroz, Evelyn Mello também trabalhou no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Evelyn assumiu a vaga, depois que a irmã Nathalia foi exonerada do gabinete.

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Evelyn também foi denunciada pelo Ministério Público, no caso das rachadinhas, junto com Queiroz e Flávio Bolsonaro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu em março da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou a quebra do sigilo fiscal e bancário do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

A defesa do senador apresentou recurso a decisões judiciais da 5ª Turma do STJ que decidiu manter todas as decisões emitidas pelo juiz de primeira instância.

A investigação permitiu a coleta de provas na investigação sobre um esquema de “rachadinha” no antigo gabinete do filho mais velho do presidente na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio).

O que é o “Inquérito das Rachadinhas” que investiga Flávio Bolsonaro:

Foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro à Justiça o caso que apura crimes de desvio de parte do salário de auxiliares na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro). O inquérito, aberto em 2019, apura se houve desvio de dinheiro através da nomeação de assessores ‘fantasmas’.

No caso, o ex-assessor parlamentar de Flávio, Fábricio Queiroz, também foi denunciado pelo MP. Ele seria o coordenador da rachadinha. Outras 15 pessoas ligadas ao suposto esquema.

Os crimes teriam ocorrido, de acordo com o MP, entre 2007 e 2018.

A partir da quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, o MP descobriu repasses à Queiroz chegando a mais de R$ 2 milhões, por meio de transferências bancárias e de depósitos em espécie.

O que é “Rachadinha”:

A “rachadinha” consiste na prática de repasses de parte dos salários dos servidores públicos ou prestadores de serviços da administração para políticos ou assessores dos gabinetes.

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