Ex-vereadora, Madalena Leite, é encontrada morta em Piracicaba

Madalena tinha 64 anos e se tornou a primeira travesti vereadora na história da cidade; Polícia Federal classifica morte por homicídio

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 07 abril - 13:25

Na madrugada desta quarta-feira (7) a ex-vereadora Madalena Leite foi encontrada morta em Piracicaba (SP). Segundo a Polícia Militar, o corpo foi achado em sua casa e não havia sinais de violência. Madalena tinha 64 anos e foi a primeira travesti eleita vereadora na história da cidade.

A Polícia informou que o corpo da ex-vereadora foi encontrado por volta da meia-noite e meia, e possuía ferimentos no rosto. De acordo com o boletim de ocorrência, um vizinho que costumava frequentar, notou que o portão da casa estava encostado e encontrou o corpo no sofá, acionando a polícia.

Foto: Reprodução/ Câmara de Piracicaba

O caso foi registrado como homicídio e encaminhado para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, a polícia ainda não tem suspeitos para o crime. A família da vítima permitiu a entrada da equipe da EPTV, afiliada da TV Globo, na casa. Foram encontrados papéis espalhados pelo chão e um quadro com uma foto da época em que Madalena era vereadora quebrado. 

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

De líder comunitária a vereadora  

Em 2012, Madalena foi eleita vereadora e recebeu 3.035 votos, o segundo melhor desempenho do PSDB nas eleições. Na época, ela já era líder comunitária à 25 anos. 

A parlamentar chegou a disponibilizar seu gabinete para tirar dúvidas da população com relação às listagens de inscritos no Programa ‘Minha casa, minha vida’ do governo federal. 

Em 2016, Madalena precisou pedir afastamento da Câmara por motivos de saúde. O primeiro suplente, Gilmar Tano (PSDB) assumiu o posto interinamente.

Madalena era negra, que nasceu em um corpo masculino e  há mais de 40 anos se identificava como mulher. 

Nas eleições seguintes, em 2016, Madalena não se candidatou à reeleição na Câmara da cidade. Em uma conversa com o G1, a ex-vereadora apontou problemas de saúde e agressões raciais e homofóbicas sofridas nas redes sociais durante sua gestão como alguns dos motivos para encerrar sua carreira política. 

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