Estado do Maranhão entra com ação no STF contra suspensão do Censo 2021

“O cancelamento do Censo traz consigo um imensurável prejuízo para as estatísticas do país", afirmou o governo maranhense em documento

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 27 abril - 17:52

O governo do estado do Maranhão, sob a gestão de Flávio Dino (PCdoB), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do governo federal que suspendeu a realização do Censo 2021 por falta de orçamento. 

“O cancelamento do Censo traz consigo um imensurável prejuízo para as estatísticas do país, pois sem o conhecimento da realidade social, demográfica e habitacional, tornam-se frágeis as condições que definem a formulação e avaliação de políticas públicas necessárias para o enfrentamento da seguridade social”, escreveu o governo do estado.

Suspensão do Censo 2021 compromete investimentos e distribuição de vacinas

Flávio Dino

Foto: Reprodução

Na ação enviada ao Tribunal, o governo maranhense justifica interesse na realização do Censos 2021 como uma fonte de informações sobre o momento atual vivenciado pelo país “diante do risco biológico que tem ocasionado elevada perda de vidas humanas’ decorrente da pandemia de covid-19.  

“O Censo se reafirma como um poderoso instrumento no pacto federativo, da democracia representativa e da atualização das condições de vida da população brasileira. O Censo é vital para determinação dos públicos-alvo de todas as políticas públicas nos âmbito Federal, Estadual e Municipal, de modo que o seu indevido cancelamento em 2021 trará gravíssimas consequências para os Estados brasileiros e a sociedade nacional”, afirmou o governo de Flávio Dino. 

Cancelamento do Censo 2021 

O ex-secretário especial da Fazenda no ministério da Economia, Waldery Rodrigues, anunciou na semana passada, que o governo não irá incluir a realização do Censo no Orçamento de 2021.

“Não há previsão orçamentária para o Censo, portanto ele não se realizará em 2021. As consequências e gestão para um novo Censo serão comunicadas ao longo deste ano, em particular em decisões tomadas na Junta de Execução Orçamentaria”, afirmou o secretário.

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