Em reunião com empresários, Bolsonaro defende a vacinação mas critica distanciamento social e o lockdown

Queiroga propôs uma união nacional para a importação das vacinas, que dependem da importação de insumos de países como China e Índia

Por: Larissa Placca | 08 abril - 20:11

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniu em um jantar com grandes empresários na quarta-feira (7), em São Paulo, buscando uma reaproximação com o empresariado.

O último encontro de Bolsonaro com grupo de empresariado foi em dezembro do ano passado. Na reunião, o presidente defendeu a vacina contra a covid-19 para voltar a movimentar a economia.

Bolsonaro ao lado de ministro e assessores

Bolsonaro ao lado de ministro e assessores no Planalto; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Bolsonaro também voltou a criticar o distanciamento social e o lockdown que vem sendo adotado por algumas cidades e se comprometeu a garantir a vacinação da população da maneira mais rápida possível.

Bolsonaro escalou seu primeiro escalão do governo para se encontrar com os empresários, como os ministros Paulo Guedes (Economia), Tarcisio de Freitas (Infraestrutura), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fábio Faria (Comunicação) e Marcelo Queiroga (Saúde), e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

O anfitrião do jantar, Washington Cinel, dono da empresa de segurança privada Gocil, foi um dos idealizadores do encontro e reuniu, entre outros estavam, Rubens Ometto (Cosan), André Esteves (BTG Pactual), Alberto Saraiva (Habib’s) e o presidente do Hospital Israel Albert Einstein, Claudio Lottenberg.

Também estavam presentes nomes como Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Rubens Menin (MRV) e Flavio Rocha (Riachuelo).

Após o encontro, Paulo Guedes afirmou à imprensa que a necessidade de acelerar a vacinação foi o principal assunto da noite, além de discutirem a urgência das reformas econômicas.

Já o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu dizendo que a dificuldade para a compra de vacina não é exclusiva do Brasil e propôs uma união nacional para a importação das vacinas, que dependem da importação de insumos de países como China e Índia.

Washington Cinel já havia se reunido, há duas semanas, com os presidentes da Câmara e do Senado e também com outros empresários.

Depois do encontro, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) cobraram o presidente em reunião que decidiu a criação de um gabinete de monitoramento da pandemia.

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