Eduardo Cunha, ex-vice-governador do DF e outros cinco viram réus por esquema de propina em combustíveis de aviação

De acordo com investigações, empresas Latam e Gol pagaram valores indevidos aos envolvidos para baixar impostos do produto

Por: Marina Correa de Genaro | 27 abril - 14:30

O ex-deputado federal Eduardo Cunha, o ex-vice-governador do Distrito Federal Tadeu Filippelli, e outras cinco pessoas se tornaram réus por suposta participação em um esquema de pagamento de propina para reduzir impostos sobre o combustível de aviação.

A ação é resultado da operação Antonov, deflagrada em fevereiro deste ano.

Eduardo Cunha

Foto: MDB Nacional

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do DF e aceita pela Justiça do DF neste mês.

De acordo com as investigações, as empresas Latam e Gol pagaram valores indevidos aos envolvidos para reduzir o valor do tributo.

Os acusados são:

  • Eduardo Cunha- denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Tadeu Filippelli- denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Lúcio Funaro, apontado como operador financeiro de Eduardo Cunha – denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Afrânio Roberto de Souza Filho, apontado como operador financeiro de Eduardo Cunha – denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
  • Henrique Constantino- cofundador da Gol Linhas Aéreas – denunciado por corrupção ativa;
  • Altair Alves Pinto – apontado como operador de Eduardo Cunha – denunciado por lavagem de dinheiro;
  • Sidney Roberto Szabo – apontado como operador de Eduardo Cunha – denunciado por lavagem de dinheiro.

Investigações

As investigações foram iniciadas após a delegação premiada de Lúcio Funaro ao Ministério Público Federal, em meio à Operação Lava Jato.

O operador financeiro disse aos investigadores sobre o suposto pagamento de propina, por Henrique Constantino, ao então deputado Eduardo Cunha e ao então vice-governador Tadeu Filippelli.

Segundo as apurações, Funaro fez a ponte entre o parlamentar e o empresário. Já Cunha, que era do mesmo partido de Filippelli, conectou Constantino ao vice-governador para que pudessem tratar de demandas locais.

De acordo com a denúncia, Filippelli recebeu R$ 1,8 milhão da Gol pela alteração da lei. Além disso, o MP afirma que ele embolsou R$ 2,2 milhões da Latam, que teria concordado em participar do esquema.

Ainda segundo os promotores, o empresário Henrique Constantino confirmou a versão apresentada na delação de Funaro e juntou documentos que demonstram os pagamentos.

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