Eduardo Bolsonaro fala que ditadura militar foi ‘vontade popular’

A ditadura militar no Brasil (1964-1985) deixou 434 mortos e desaparecidos

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 31 março - 16:09

Em suas redes sociais na manhã desta quarta-feira (31) o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) defendeu que a ditadura militar foi feita “seguindo a lei” e a “vontade popular” para garantir a “democracia”.

O parlamentar escreveu a declaração e ainda sugeriu que seus seguidores assistissem um discurso realizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na época em que ele ainda era deputado federal.

A aprovação da ditadura militar já acontece no governo Bolsonaro desde início, mas voltou a ter mais foco de críticas e discussões, após a declaração do ministro da Defesa, Braga Neto, que afirmou que o golpe de 1964 serviu para “pacificar o país” e que deveria ser celebrado. 

“As forças armadas acabaram assumindo a responsabilidade de pacificar o país, enfrentando os desgastes para organizá-la e garantir as liberdades democráticas que hoje desfrutamos”, disse o general. 

A ditadura de 1964

O Golpe Civil-Militar de 1964 aconteceu entre 31 de março a 9 de abril e realizou a tomada de poder, subvertendo a ordem existente no país e dando início a ditadura militar, regime que se estendeu até 1985 e foi caracterizado por sequestros, censuras e execuções cometidas por agentes do governo. A ditadura deixou 434 mortos e desaparecidos. 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, se manifestou sobre a declaração e publicou hoje (31) em suas redes sociais que a ditadura  não deve ser exaltada. 

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