Deputado tenta amenizar troca no Ministério da Defesa

Ricardo Barros comentou sobre a mudança no pasta, bem como as outras alterações de Jair Bolsonaro

Por: Leonardo Fernandes | 30 março - 10:14

O deputado federal Ricardo Barros (PP-RR) falou sobre as recentes mudanças de nomes nos ministérios do governo Bolsonaro. Na última segunda-feira (29), o general Fernando Azevedo decidiu deixar sua posição como Ministro da Defesa, e deve ser substituído pelo general Braga Netto, anteriormente da Casa Civil.

De acordo com Barros, a alteração na Defesa foi uma “alocação e acomodação de posições”. “As Forças Armadas são o Estado brasileiro, e não são o governo. Fernando Azevedo vinha fazendo um bom trabalho, e sua vaga foi pedida para acomodar o general Braga Netto, que é mais próximo do presidente Bolsonaro”, disse à CNN durante entrevista.

Ricardo Barros durante sessão da Câmara. Deputado fala ao microfone e usa terno.

Ricardo Barros durante sessão de votação para presidente da Câmara. Para deputado, mudança de ministros é para alinhamento de Bolsonaro com o Centrão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“O Brasil já passou por testes sobre a sua capacidade de manter a democracia. Entre eles, dois impeachments, e superou. O ambiente hoje é tranquilo politicamente, e as disputas são mais de retórica e ideologia, do que de posicionamento”, completou. O deputado não vê a movimentação como uma tentativa de monopolização das Forças Armadas. Para Barros, Bolsonaro busca apenas alinhamento com o Centrão, que é a maioria no Congresso Nacional.

Ainda foi comentada a demissão de Ernesto Araújo no comando do Ministério de Relações Exteriores, e Ricardo Barros espera que o novo chanceler, Carlos Alberto França, faça uma movimentação maior para adiantar a entrega das vacinas que o governo federal adquiriu.

“O nosso cronograma de 560 milhões de doses de vacinas está estabelecido. Buscar essa antecipação é uma necessidade para o Brasil”, falou.

Ernesto Araújo deixou o cargo de ministro na segunda-feira, após ser pressionado pelo Congresso e políticos regionais de várias partes do Brasil. De acordo com adversários, Araújo atuava com conduta indevida no que dizia respeito à diplomacia brasileira com os países fornecedores de vacinas. Na noite do dia 29, o diplomata divulgou nas redes sociais a carta que enviou a Jair Bolsonaro sobre o ocorrido.

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