Deputado Rodrigo Agostinho, líder ambientalista do Congresso, diz que o “mundo não acredita mais no Brasil”

Para o coordenador da frente parlamentar ambientalista, Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mentem ao dizer que o país está reforçando a fiscalização.

Por: Larissa Placca | 22 abril - 21:47

Para o coordenador da frente parlamentar ambientalista no Congresso, o deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), “O discurso moderado já era esperado porque o presidente está no corner, pressionado pela opinião pública, pela União Europeia, pelo presidente Joe Biden.” disse.

“Não adianta de nada. O Brasil não tem o que mostrar. O mundo não acredita mais no Brasil”, concluiu.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP)

Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP); Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

No discurso, no encontro da Cúpula de Líderes sobre o Clima, Bolsonaro se comprometeu a zerar, até 2030, o desmatamento ilegal, e, até 2050 as emissões de carbono. Bolsonaro ainda se comprometeu com a bioeconomia e a regulação do mercado de carbono.

“O mundo quer é compromisso real. Biden nem ouviu o discurso do Bolsonaro. Levantou-se antes. A opinião pública americana não quer acordo com o Brasil”, afirmou o deputado. Para Agostinho, “O Brasil fica patinando. Falando em números que não correspondem à realidade”. O deputado acrescentou que “o mundo quer é compromisso real do Brasil”.

Para o coordenador da frente parlamentar ambientalista, Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mentem ao dizer que o país está reforçando a fiscalização.

“Nenhum fiscal foi contratado. Esse sucateamento já vem de antes. Ninguém foi contratado para o setor de licenciamento, para fazer pareceres, autorizar ou não as coisas”, reclamou.

Ele ainda critica a promessa do governo de reduzir o desmatamento ilegal até 2030. “O mundo não aceita mais essa conversa do Brasil de desmatamento ilegal. No Pará e em Mato Grosso, a maior parte do desmatamento é legal, porque alguém pediu e o governo autorizou.”

Mais de 400 servidores de carreira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) denunciaram que todas as atividades de fiscalização de infrações ambientais desenvolvidas pelo órgão estão paralisadas.

“Não tem mais multa ambiental no país. É uma impunidade total”, completou o Deputado.

*Com informações de Congresso em Foco

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