Deputado David Miranda denuncia Bolsonaro na PGR por “ato ilegal e lesivo à ordem democrática”

"Os novos fatos agravam a definição de que o presidente da República tem estreita relação com grupos milicianos do Rio de Janeiro."

Por: Larissa Placca | 25 abril - 13:00

O deputado federal David Miranda (Psol-RJ) pediu a abertura de inquérito na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) denunciando um “ato ilegal e lesivo à ordem democrática”.

A ação contra o presidente se dá após a informação de que, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega entraram em contato com Bolsonaro após sua morte.

O deputado federal David Miranda (Psol-RJ) em sessão plenária

O deputado federal David Miranda (Psol-RJ) em sessão plenária da Casa; Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

“Os novos fatos agravam a definição de que o presidente da República tem estreita relação com grupos milicianos do Rio de Janeiro. São indícios de crimes gravíssimos. Em certa medida, as milícias chegaram ao poder central do país. É obrigação da PGR aprofundar essas investigações e fazer com que o presidente responda por esses crimes”, diz o deputado.

MPRJ procura viúva de Adriano da Nóbrega em ação contra movimentação de recursos ilícitos do miliciano

No documento enviado à PGR, Miranda pede a investigação de Bolsonaro e de outros envolvidos no caso. Se for confirmada a participação deles nos telefonemas, o deputado pede que sejam tomadas providências nos âmbitos cível, criminal e administrativo.

David diz ainda que a investigação exige agilidade por parte da procuradoria “diante da possibilidade de ocultamento e destruição de provas, as medidas necessárias para o acautelamento de todas as provas e indícios que envolvam o caso narrado em tela, nos termos legais, inclusive o acesso e preservação dos documentos”.

David Miranda afirma ser “importantíssimo trazer à baila que, conforme a reportagem revela, além de ser fato que pode facilmente ser confirmado por esta Procuradoria, após as citações, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu que a justiça encerrasse as escutas dos envolvidos nas conversas, apesar de eles seguirem trocando informações sobre as atividades ilegais do Sr. Adriano da Nóbrega. A interrupção reforça a ideia de que trata-se do mesmo Jair que hoje ocupa o Planalto.”

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Orçamento 2021: Saúde tem 53 bilhões a menos que em 2020, primeiro ano da pandemia

Parlamentares criticam entrevista de Wajngarten culpando Pazuello pela Pandemia: “prova do desespero de Bolsonaro”

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:

Deixe seu comentário

BOMBOU!

Recomendadas para você