Depois do alerta dado pelo Congresso, Planalto vai atrás de nomes para substituir Ernesto Araújo

Chanceler não tem mais apoio algum dentro do governo

Por: Maria de Toledo Leite | 25 março - 17:53

Alerta do Congresso gerou grande pressão de diferentes setores da sociedade ao Senado, que está em busca de alguém para preencher a vaga do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. No momento, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o assessor da Presidência da República, Filipe Martins, são os únicos membros do governo que ainda deseja a participação de Araújo.

Nesta quarta-feira (24), Araújo recebeu críticas às ações dele frente à pandemia e em relação à aquisição de vacinas, além de pedidos para que deixasse o cargo. Para isso, o ministro respondeu que dorme “com a consciência tranquila”.

Arthur Lira, Jair Bolsonaro e Rodrigo Pacheco respectivamente

Em conversa na residência oficial da Câmara, nesta quinta-feira (25), Araújo disse que havia trabalhado para Arthur Lira, presidente da Câmara, e por isso teria tido um desempenho ruim em relação a pandemia. Isso não convenceu Lira ou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que estão em busca de maneiras de dimiuir o atraso na campanha de vacinação.

Entre os nomes cotados, por enquanto, está o do ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor (PRB-AL), mas um grupo na Câmara acredita que o nome deva ser o de um diplomata.

Independente de quem o irá substituir, saída do atual ministro de Relações Exteriores é vista no Planalto como a chave para que as relação do Congresso com o presidente não enfrente problemas, ou seja, sem as “medidas amargas e fatais”, como comissões parlamentares de inquérito e impeachment.

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