CPI da Covid: Renan diz que não irá perseguir, mas que é preciso punir responsáveis por mortes

Nesta terça (27), senador foi escolhido como relator da CPI. Comissão deve apurar ações e omissões do governo federal na gestão da pandemia e eventuais desvios

Por: Marina Correa de Genaro | 27 abril - 15:16

Nesta terça-feira (27), escolhido como relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros disse em seu primeiro discurso que a comissão não fará perseguições, mas que é necessário punir “imediata e emblematicamente” os responsáveis pelas mortes durante a pandemia.

Renan foi escolhido relator pelo presidente da CPI, o senador Omar Aziz, durante instalação da comissão.

Renan Calheiros

Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

A CPI será responsável por apurar omissões e ações do governo federal e eventuais desvios de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia.

O relator disse que “Não estamos aqui para maquinar ações persecutórias, não estamos aqui diante da atenção integral da nação e do mundo, para blindar, engavetar, tergiversar ou procrastinar. Tudo será investigado, como exige a Carta democrática, de maneira transparente, acessível”.

“O país tem o direito de saber quem contribuiu para as milhares de mortes, e eles devem ser punidos imediata e emblematicamente”, acrescentou em outro trecho do discurso.

Alvo da Lava Jato e crítico da operação, Renan disse também que não será, na relatoria da CPI, “discípulo” do ex-juiz Sergio Moro e do procurador Deltan Dallagnol, “arquitetando” provas.

“Não somos discípulos de Deltan Dallagnol nem de Sérgio Moro. Não arquitetaremos teses sem provas ou power points contra quem quer que seja”, acrescentou.

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