CPI da Covid deve investigar Conselho Federal de Medicina por propagação de ‘tratamento precoce’

Segundo o senador Humberto Costa, o CFM incentivou o uso de medicamentos sem eficácia comprovada.

Por: Larissa Placca | 25 abril - 17:26

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que pretende pedir para ouvir depoimentos membros do CFM (Conselho Federal de Medicina) e de planos de saúde na comissão. O objetivo é investigar se houve atuação desses órgãos na propagação do chamado “tratamento precoce”.

A comissão terá sua primeira discussão na terça-feira (27), reunião deverá escolher o presidente, vice-presidente e relator da CPI. Os membros podem também iniciar a discussão do plano de trabalho.

O senador Humberto Costa (PT-PE) em sessão plenária

O senador Humberto Costa (PT-PE) em sessão plenária; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Segundo o senador Humberto Costa, o CFM, ao deixar o médico tomar a própria decisão da prescrição, incentivou o uso de medicamentos sem eficácia comprovada.

No ano passado, o conselho emitiu um parecer dando liberdade para os médicos, em concordância com os pacientes, decidirem usar medicamentos de maneira “off label”, fora do que está prescrito em sua bula.

Médicos e entidades científicas criticaram o posicionamento do CFM, por não repreender uma posição que contraria o conhecimento científico.

“A Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda tratamento precoce para Covid-19 com qualquer medicamento porque os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais”, informou a entidade, em publicação de 14 de janeiro nas redes sociais.

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