Ciro Gomes descarta aliança com PT e diz não se arrepender de viagem no 2º turno das eleições de 2018

Em entrevista ao O Globo, Ciro disse também que o ex-presidente Lula está "tomado pelo ódio" e que “lulopetismo fanático” não será apoiado por ele

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 18 abril - 12:12

Em uma entrevista para o jornal O Globo, o ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) disse que “nunca mais” fará uma aliança com o PT e que o ex-presidente Lula (PT) “está tomado de ódio”.

Ciro foi alvo de duras críticas, por ter viajado para Paris, na França, no segundo turno das eleições de 2018, que elegeu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Quando questionado sobre, o ex-governador disse que não se arrepende da decisão, e afirmou que Lula mentiu. 

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

“Pelo contrário. Eu faria hoje com muito mais convicção. Em 2018, fiz com grande angústia. Aquela eleição já estava perdida. Mesmo somando meus votos com os do Haddad [Fernando Haddad (PT) foi para o segundo turno das eleições], não alcançaremos Bolsonaro. Lula mentiu dizendo que era candidato quando todos sabiam que não seria”, disse Ciro.

Ciro disse ainda que acredita que Bolsonaro não será presidente de novo em 2022. “Parte do eleitorado vota no PT porque não quer Bolsonaro, ou no Bolsonaro porque não quer o PT. […] Trabalho por um cenário realista no qual Lula e eu estaremos no 2º turno, o que ofereceria ao povo um debate de alto nível.”

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Lula está ‘tomado pelo ódio’

Na entrevista, Ciro comentou sobre o encontro que teve com o ex-presidente Lula em setembro do ano passado, que gerou especulações sobre uma possível reaproximação entre os candidatos. De acordo com Ciro eles não se falam desde então e para ele o ‘gabinete de ódio’ de Bolsonaro e Lula são similares

“[…] Lula virou uma pessoa que, o que diz de manhã, já não serve de tarde. Está tomado pelo ódio. Tudo que domina Lula hoje é a vontade de se vingar. Lula tem cinismo. A gente faz monitoramento das redes. Eles continuam atacando a mim e a outras pessoas na blogosfera. Lula dá a ordem e eles fazem. Se existe gabinete do ódio com Bolsonaro, com o PT é igualzinho.”

Ciro foi questionado se as criticas não inviabilizariam um eventual apoio petista a ele caso vá para o segundo turno contra um candidato que não seja Lula, o ex-ministro respondeu que o “lulopetismo fanático” não será apoiado por ele. 

“Eu falo isso como alguém que foi contra o golpe de Estado contra Dilma, apesar dela ter desastrado o país. No senado, Renan Calheiros e Eunício Oliveira apoiaram o impeachment. Aí eu parto para cima dessa gente. E um ano depois, lá está Lula agarrado a ele. E ainda tem, quem ache que devo alguma coisa ao PT. Nunca mais faço aliança com eles”, completou. 

Alianças presidenciais 

Ciro disse que apesar de considerar improvável uma aliança entre possíveis candidatos à Presidência, afirmou que já conversou com o partido DEM ‘há conversas que já deram frutos”.

O ex-candidato à presidência disse ainda que “Com o PSD, fomos de apoio ao Kalil em BH e iremos apoiá-lo no ano que vem ao governo de Minas. A nossa tática, do PDT, é agrupar PSB, PV, Rede, como fizemos em muitas cidades em 2020, e expandir para o centro-direita com o DEM e o PSD.”

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