Cármen Lúcia dá cinco dias para Lira explicar por que não abriu um processo de impeachment contra Bolsonaro

A Câmara dos Deputados tem 107 pedidos de impeachment contra o presidente da República

Por: Larissa Placca | 15 abril - 19:44

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu nesta quinta-feira (15) um prazo de cinco dias para que o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) dê explicações sobre a não abertura dos processos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

O pedido foi protocolado pelo advogado Ronan Botelho havia sido negado nesta terça-feira (13), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) em coletiva de imprensa, atrás o presidente Bolsonaro e o ministro do STF, Fux;

Presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) em coletiva de imprensa, atrás o presidente Bolsonaro e o ministro do STF, Fux; Foto: Agência Brasil/Divulgação

A Câmara dos Deputados tem 107 pedidos de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro. No período de 31 de março a 6 de abril, foram protocolados 32 pedidos. Leia a matéria completa.

Nesta segunda-feira (12), o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) e o vereador de São Paulo Rubinho Nunes apresentaram uma ação como a do advogado Botelho ao Supremo, que ainda não levada em pauta.

No pedido, o advogado Botelho argumenta que a lei tem uma brecha que é um “grande erro jurídico” na legislação e acaba permitindo que os processos de impeachment tenham andamento quando o presidente da mesa “bem quiser”.

Ele ainda diz que a não abertura do processo pode ser classificada como crime de prevaricação, que é quando uma pessoa cumprindo função pública deixa de realizar o seu dever.

“A falta de uma regra clara para o devido processo legal nos processos de impeachment, seja de ministro do STF, seja de presidente, é proposital, porque as duas Casas legislativas ficam com as armas nas mãos. O Senado mantém o judiciário sob sua guarda com ameaças de impeachment [contra ministros] e a Câmara Federal contra o Executivo”, explica.

Ele pede ainda que Arthur Lira, presidente da Câmara, apresente ao STF todos os requerimentos de impeachment contra o Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus andamentos.

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