Calheiros compara situação do Brasil com ‘apartheid’: “Ninguém nos quer por perto, corremos risco de boicote aos nossos produtos”

"Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Os inimigos dessa relatoria são a pandemia e aqueles que colaboraram com esse morticínio", disse.

Por: Larissa Placca | 27 abril - 21:05

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), fez um longo discurso sobre sua futura atuação na comissão. “A CPI não é uma sigla de comissão parlamentar de inquisição, é de investigação. A CPI tampouco será um cadafalso com sentenças prefixadas ou alvos selecionados. Não somos discípulos de Deltan Dallagnol nem de Sérgio Moro”, disse.

“Quem fez e faz o certo não pode ser equiparado a quem errou e estes devem ser punidos emblematicamente”, disse.

O senador Renan Calheiros em sessão;

O senador Renan Calheiros em sessão; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“O negacionismo em relação à pandemia ainda terá que ser investigado e provado, mas o negacionismo em relação à CPI da Covid já não resta a menor dúvida. Não estaremos investigando nomes ou instituições, mas fatos e os responsáveis por eles. Evidentemente que as gestões do Ministério da Saúde podem ser investigadas a fundo”, disse.

O senador disse ainda que essa será a comissão “da celebração da vida, da sacralização da verdade”. e complementou. “Os brasileiros têm o direito de voltar a viver em paz. Dar um basta à mentira. Nossa cruzada será contra a agenda da morte. Os inimigos dessa relatoria são a pandemia e aqueles que colaboraram com esse morticínio”, apontou.

Abaixo, documento divulgado por Calheiros sobre as investigações da Comissão:

Sugestões de plano de trabalho lidas por Renan Calheiros na primeira reunião da Covid

Sugestões de plano de trabalho lidas por Renan Calheiros na primeira reunião da Covid; Reprodução

Renan disse ainda que não devem perder tempo com “politiquices e chicanas”. “Tenho repugnância ao fascismo. Antecipo que intimidações não nos deterão. Há uma ameaça real de virarmos um apartheid sanitário mundial. Ninguém nos quer por perto, brasileiros são discriminados no mundo e corremos risco de boicote aos nossos produtos”, disse.

Renan apresentou sugestões que devem compor o plano de trabalho da comissão. O senador disse ainda que vai receber propostas dos senadores para contribuir com o plano de trabalho até quarta-feira (28). O colegiado passou a debater o prazo e a forma de como serão coletadas as sugestões de requerimentos e propostas para o plano. O roteiro deve ser votado nesta quarta (28).

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