Bolsonaro volta a criticar medidas de restrições ‘não estiquem a corda mais que está esticada’

Na Bahia, o presidente voltou a criticar as prefeitos e governadores e afirmou não se preocupar com as eleições de 2022

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 26 abril - 15:37

Nesta segunda-feira (26) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a indicar que pode recorrer às Forças Armadas para impedir a adoção de medidas de restrição nos estados. Ao alertar que “não estiquem mais a corda” em relação às ações dos governos municipais e estaduais, Bolsonaro também voltou a citar que o Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu a autonomia para os governadores locais decidirem sobre as ações de combate à crise sanitária. 

“é inconcebível os direitos que alguns governadores e prefeitos tiveram por parte do Supremo Tribunal Federal. é inconcebível. Nem estado de sítio isso aconteceria no Brasil. Não estiquem a corda mais do que está esticada”, disse Bolsonaro à jornalistas durante passagem pelo município de Conceição do Jacuípe, na Bahia. 

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Foto: Alan Santos/PR

“As forças Armadas estão aí para garantir a lei e a ordem e para cumprir integralmente a nossa Constituição. Eu te devolvo a pergunta: estão ferindo o artigo 5º da Constituição ou não?”, perguntou o presidente após ser questionado sobre o uso de militares para impedir o toque de recolher, possibilidade que já foi admitida por ele na semana passada.

Bolsonaro também foi indagado se está preocupado com as eleições de 2022. ‘Não estou preocupado com 22. Vinte e dois é outra história, se eu me preocupar com política eu não trabalho. A Bahia vai escolher seus futuros representantes aqui”, disse o presidente. 

Mais críticas às medidas de restrição

No dia 24, Bolsonaro, Em entrevista ao apresentador de TV Sikêra Jr., da TV A Crítica de Manaus, Bolsonaro ameaçou que, caso haja o agravamento da crise social causada pela covid-19, irá ‘tomar a providência’.

“Eu tô junto com os meus 23 ministros, da Damares ao Braga Netto, praticamente conversados sobre isso aí se o caos generalizado se implantar no Brasil pela fome, pela maneira covarde como alguns querem impor certas medidas restritivas para o povo ficar dentro de casa”, disse o presidente.

“Se chegar a uma situação mais crítica, a gente vai tomar a providência que vai ser tomada. O que nós queremos é cumprir a Constituição”, concluiu.

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