Bolsonaro posa com uma placa escrita ‘CPF Cancelado’ e parlamentares dizem que ele ‘ri das quase 400 mil vidas perdidas’

A expressão "CPF Cancelado" é usada em contexto de policiais e grupos de milícia, quando alguém é assassinado por outro membro ou facção.

Por: Larissa Placca | 25 abril - 15:40

Nos bastidores das gravações de entrevista ao apresentador de TV Sikêra Jr., da TV A Crítica de Manaus, nesta sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), rodeado por alguns de seus ministros e pelo apresentador, posou para uma foto com uma placa escrita “CPF Cancelado”.

A expressão “CPF Cancelado” é usada em contexto de policiais e grupos de milícia, quando alguém é assassinado por outro membro ou facção.

Bolsonaro posa para foto com ministros e apresentador de TV

Bolsonaro posa para foto com ministros e apresentador de TV; Foto: Alan Santos/PR

Parlamentares criticaram a imagem por conta da pandemia. Nas últimas 24 horas, o país perdeu 3.076 pessoas para a doença, chegando aos 389.492 mortos.

Durante a entrevista, também, Jair Bolsonaro culpou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) pelo atraso no orçamento de 2021. O texto foi sancionado no prazo limite da última quinta-feira (22), com quatro meses de atraso para aprovação.

O presidente também ressaltou que a reforma tributária é a mais importante para ser votada este ano. “Eu tenho conversado com o ministro Paulo Guedes que não é fácil ser feita, que quando chega na hora do voto cada um puxa para o seu lado, os interesses de governadores, prefeitos, presidente, o que é normal”, disse.

O presidente chamou de “palhaçada” as medidas de isolamento para conter o aumento do coronavírus, e afirmou que o cenário crítico causado pela fome já poderia ter ocorrido. “O caos só não chegou no ano passado por conta do auxílio emergencial”, disse.

Além disso, o presidente afirmou à TV A Crítica que “nossas Forças Armadas podem ir para rua um dia sim (…) para fazer cumprir o artigo 5º [da Constituição]: o direito de ir e vir, acabar com essa covardia de toque de recolher, direito ao trabalho, liberdade religiosa”.

No dia 12 de abril, o ministro Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello deu 15 dias, para Bolsonaro (sem partido) explicar as declarações que subentendem uso das Forças Armadas. Pronunciamento do presidente expira no próximo dia 27, terça-feira.

O presidente visitou Manaus (AM) nesta sexta-feira (23), nos eventos oficiais divulgados pelo Planalto estão apenas uma reunião com líderes evangélicos e a cerimônia de inauguração do pavilhão de feiras e exposições do Centro de Convenções do Amazonas.

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