Bolsonaro fala sobre lockdowns nos estados: “Está chegando ao fim esse sofrimento”

Presidente voltou a criticar as medidas adotadas pelos estados para conter a pandemia

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 26 março - 15:11

Nesta sexta-feira (26) em sua conversa habitual com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que “está chegando ao fim esse sofrimento”. A frase foi uma resposta às reclamações das medidas mais rígidas de restrições nos estados, adotadas por prefeitos e governadores para tentar frear o número de casos de covid-19. 

Ao questionar uma apoiadora que mora em Campinas e que tem viajado passando pela Bahia, indagou: “Povo Baiano está sofrendo porque?”. Segundo a apoiadora, o governo estadual não está permitindo às pessoas trabalharem.

Bolsonaro de mascara serio

Foto: Agência Brasil/Divulgação

Após um apoiador afirmar que a situação em São Paulo está “difícil’‘, o presidente replicou “está chegando ao fim esse sofrimento”.

Em uma live, realizada na quinta-feira (25), Bolsonaro reafirmou ser contra as medidas de fechamento para conter a pandemia e disse que espera que as políticas de lockdown sejam “atenuadas ou extintas” daqui a três meses. 

Bolsonaro diz que desemprego “parte diretamente de quem pratica o lockdown”

As críticas ao governo federal vêm se intensificando devido à lenta vacinação e inconstância nas rotas de planejamento, principalmente em relação ao PNI (Plano Nacional de Imunização). Os Governadores andam descontentes com gestão e estão pedindo para serem ouvidos, reivindicam coordenação nacional em relação a insumos, vacinação e leitos. Além de ajuda financeira urgente às pessoas e aos Estados. 

O Planalto se defende dizendo que o Brasil é um dos primeiros países no ranking de vacinação e o ritmo de aplicações das doses está ficando cada vez maior.

Recorde mortes

No dia 24 de março, um ano após a primeira morte por covid-19, o Brasil registrou o maior número de óbitos, foram 300 mil mortes pela doença. Além disso, o país bateu recorde de vidas perdidas 24 horas, fora, 3.251 mortes.

Em meio a esses números assustadores, o Brasil enfrenta uma superlotação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em quase todos os estados, e falta de cilindros de oxigênio e fármacos para a intubação de pacientes com covid-19.

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