Bolsonaro estará observando o novo comandante do Exército e estaria disposto à nova troca, segundo interlocutores do presidente

O posicionamento de Paulo Sérgio é próximo ao do general Edson Pujol, que se desligou do cargo após desentendimentos com o Bolsonaro

Por: Larissa Placca | 01 abril - 20:35

A decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em escolher o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira para o Comando do Exército se deve em razão de evitar agravar a crise com as Forças Armadas. Com o nome de Paulo Sérgio, Bolsonaro seguiu o ‘critério de antiguidade na escolha’.

A preferência do presidente era pelo general Marco Antônio Freire Gomes, atualmente no Comando Militar do Nordeste, mas ele tinha seis nomes à sua frente segundo o critério.

Novo Comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira;

Novo Comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Segundo interlocutores de Bolsonaro, o presidente vai observar as decisões e posicionamento do comandante. Caso seja o contrario do esperado por Bolsonaro, segundo eles, novas trocas não estariam descartadas.

O posicionamento do novo comandante é próximo ao do general Edson Pujol, que se desligou do cargo após desentendimentos com o Bolsonaro que esperava dele uma atuação mais política no caso dos Governadores decretarem medidas restritivas frente à Pandemia, para o presidente, os militares deveriam se posicionar contra a restrição, ao lado do Governo. Pujol se posicionou dizendo que o Exército não era político.

Os demais militares acreditam que Paulo Sérgio terá posicionamento igual.

O jornal divulgou que essa escolha veio dos pedidos do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), justificando a necessidade de manter o critério de antiguidade.

Heleno não se manifestou sobre a decisão e sobre as mudanças publicamente.

O que é o ‘critério de antiguidade na escolha’?

Esse critério de conhecimento geral e moral dentro das Forças Armadas, define que o presidente da república, ao se dispor da nomeação de algum militar, deve seguir o critério de idade/’tempo de casa’. O militar mais velho (formado antes), tem prioridade para assumir o cargo, por questão de respeito e experiência.

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