Bolsonaro culpa ex-presidente da Câmara por atraso no Orçamento 2021: “[Maia] dificultava muito a vida da gente”

Agora, para o presidente, a reforma tributária é a mais importante para ser votada este ano.

Por: Larissa Placca | 24 abril - 14:42

Em entrevista ao apresentador de TV Sikêra Jr., da TV A Crítica de Manaus, nesta sexta-feira (23), Jair Bolsonaro culpou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) pelo atraso no orçamento de 2021.

Aprovado no prazo limite da última quinta-feira (22), com quatro meses de atraso para aprovação.

Presidente Jair Bolsonaro em entrevista com apresentador de TV Sikêra Jr., da TV A Crítica de Manaus

Presidente Jair Bolsonaro em entrevista com apresentador de TV Sikêra Jr., da TV A Crítica de Manaus; TV A Crítica/Reprodução

“Era pra ter sido decidido no ano passado, só que o Rodrigo Maia, na Câmara, dificultava muito a vida da gente”, o presidente Bolsonaro.

Após criticar o ex-presidente da Câmara, o presidente elogia a atuação dos atuais presidentes das Casas Legislativas, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

O presidente também ressaltou que a reforma tributária é a mais importante para ser votada este ano. “Eu tenho conversado com o ministro Paulo Guedes que não é fácil ser feita, que quando chega na hora do voto cada um puxa para o seu lado, os interesses de governadores, prefeitos, presidente, o que é normal”, disse.

“Então tem que ser a reforma que passe pelo Parlamento. Não é a que eu quero ou a que ele quer ou a que o Parlamento quer.”

Bolsonaro ainda criticou: “Eu passei 28 anos dentro da Câmara e essa reforma tributária nunca foi pra frente”.

Atualmente, o parlamento brasileiro se divide na discussão de duas Propostas de Emenda à Constituição (a PEC 45 e a 110) e uma terceira proposta, apresentada pelo governo no ano passado. Nenhuma delas está pronta para votação em nenhuma das casas.

Arthur Lira (PP-AL) também culpou o seu antecessor, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pela responsabilidade o atraso do orçamento de 2021. Através de suas redes sociais, Lira disse que Maia dificultou as negociações da proposta orçamentária por conta de compromissos políticos.

Orçamento 2021, como ficou?

Segundo informações do Ministério da Economia, o presidente vetou R$ 19,8 bilhões em despesas e bloqueou outros R$ 9 bilhões, valor que pode ser desbloqueado ao longo do ano, caso seja possível dentro do teto de gastos.

“Com o veto e o bloqueio administrativo, o orçamento de 2021 cumpre plenamente a regra do teto de gastos, consideradas as projeções técnicas feitas pelo Ministério da Economia”, diz trecho da nota.

O texto aprovado não inclui, no cálculo da meta fiscal, gastos com o combate à pandemia e com os programas de benefícios ao micro e pequeno empresário e de manutenção do emprego e renda. Hoje a estimativa é de déficit de R$ 247 bilhões.

Além disso, foi reservado menos recursos para o Ministério da Saúde do que em 2020, primeiro ano da pandemia.

A pasta tem como orçamento disponível cerca de R$ 157 bilhões. Em 2020, após somados os recursos adicionais, foram destinados quase R$ 210 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

Ministério da Educação tem quase 30% das verbas bloqueadas no orçamento 2021. Dos R$ 9,2 bilhões bloqueados pelo presidente, R$ 2,7 bilhões são de verbas da pasta.

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