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Após mudanças, Membros do Conselho deixam a Petrobrás

Quatro dos 11 membros do conselho de administração da Petrobrás informaram abandono de suas posições dentro da estatal. A decisão vem após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidir trocar o comando da petroleira.

A indicação do general Joaquim Silva e Luna para presidência da empresa por Bolsonaro, ocorrida no final de fevereiro, significou a troca do direcionamento da empresa e foi interpretada como interferência do governo na estatal.

Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

Bolsonaro tem o direito de indicar o presidente da Petrobras porque a União é a maior acionista da companhia. A nomeação, porém, depende de aval do conselho.

A indicação do general é uma reação de Bolsonaro à política de preços da Petrobras e visa diminuir as queixas de caminhoneiros pela alta dos combustíveis.

Omar Carneiro da Cunha, um dos conselheiros da estatal declarou:

“Em virtude dos recentes acontecimentos relacionados as alterações na alta administração da Petrobras, e os posicionamentos externados pelo representante maior do acionista controlador da mesma, não me sinto na posição de aceitar a recondução de meu nome como conselheiro desta renomada empresa”.

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta terça-feira (2) que a ação de Bolsonaro na Petrobras gerou efeito econômico ruim. Para ele, no entanto, é preciso respeitar a decisão do presidente, que tem a palavra final.

“É compreensível politicamente a atitude. Do ponto de vista econômico o efeito foi ruim, essa foi a nossa conversa interna” disse Guedes em entrevista.

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