Após defender celebração do golpe militar, Braga Netto diz que Forças Armadas vão manter a estabilidade do país

Ele afirmou em nota que o golpe militar de 1964 teve como objetivo "pacificar o país" e garantir as liberdades democráticas de hoje

Por: Larissa Placca | 30 março - 22:48

O novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, nesta quarta-feira (31), defendeu a comemoração do Golpe Militar, há 57 anos com a derrubada do ex-presidente João Goulart.

Na publicação da Ordem do Dia Aluvisa ao 31 de março de 1964, Braga Netto diz que os acontecimentos daquela data só podem ser compreendidos a partir do contexto da época. Clique aqui para ler o texto completo.

O novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto em pronunciamento

O novo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto em pronunciamento; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Citando diversos momentos políticos nacionais e internacionais da época, como a Guerra Fria, o golpe militar para ele, teve como objetivo “pacificar o país” e garantir as liberdades democráticas de hoje.

“O cenário geopolítico atual apresenta novos desafios, como questões ambientais, ameaças cibernéticas, segurança alimentar e pandemias. As Forças Armadas estão presentes, na linha de frente, protegendo a população”, afirma.

“A Marinha, o Exército e a Força Aérea acompanham as mudanças, conscientes de sua missão constitucional de defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, e seguros de que a harmonia e o equilíbrio entre esses Poderes preservarão a paz e a estabilidade em nosso País. O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março.”

Para ele a Lei de Anistia, de 1979, “Foi uma transição sólida, enriquecida com a maturidade do aprendizado coletivo. O País multiplicou suas capacidades e mudou de estatura.”. Essa lei permitiu a volta de presos políticos ao país e perdoou crimes políticos cometidos à época, por guerrilheiros e  militares.

A nota entrou na página do Ministério da Defesa horas após os comandantes do Exército (Edson Pujol), da Marinha (Ilques Barbosa Júnior) e da Aeronáutica (Antonio Carlos Moretti) deixarem seus cargos, em apoio à demissão do general Fernando Azevedo e Silva do comando do Ministério da Defesa.

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Em nota, novo ministro da Defesa afirma que Golpe de 1964 deve ser “compreendido e celebrado”

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