Senado adia votação sobre decreto do porte de armas de fogo, parlamentares criticam

Senador Eduardo Girão se dirige ao Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, "se adiarmos a votação, estaremos sujando as nossas mãos de sangue".

Por: Larissa Placca | 08 abril - 19:53

O Plenário do Senado Federal discute, na sessão desta quinta-feira (8), Projeto de Decreto Legislativo 55/2021, que dispõe sobre a aquisição, o cadastro, o registro, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e sobre o Sistema Nacional de Armas e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas.

O Relator é o senador Marcos do Val (Podemos-ES). Votação pode ser adiada pela Casa, parlamentares discutem a urgência da votação e, também, divergem sobre a relatoria do projeto pela senadora Rose de Freitas (MDB-ES), isto porque a senadora sofreu um ataque à arma de fogo e poderia ser tendeciosa.

Senado sessão remota

Senado sessão remota; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Senador Paulo Rocha (PT-SP) criticou a posição do Senado de discutir o decreto após vigência, considerando que o debate não será decidido nesta quinta-feira (8) e o decreto passa a valer na próxima segunda-feira (12).

Senador Eduardo Girão (PODEMOS-CE) se dirige ao Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), “se adiarmos a votação, estaremos sujando as nossas mãos de sangue”. Para o senador, o plenário deveria votar ainda nesta noite e pressionar a Câmara para também decidir sobre o tema.

Pacheco decide pela retirada de pauta, mas continua ouvindo os parlamentares sobre o tema. A maioria dos Senadores que se pronunciaram se posicionaram contra o decreto e contra o posicionamento do presidente da Casa de tirar de pauta a discussão.

Pacheco não definiu data nem prazo para a discussão do projeto, alegando que depende da discussão da frente parlamentar para melhor discussão do tema.

O senador Paulo Rocha pede para que a criação da frente parlamentar não seja usada como ‘desculpa’ para adiar ainda mais a discussão sobre a posse de armas.

*Última atualização às 19:39

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