Alesp deve aumentar suspensão de Fernando Cury para seis meses

A votação para aumentar a suspensão acontece nesta quinta-feira (1)

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 01 abril - 16:13

Nesta quinta-feira (1) uma reunião fechada entre o Colégio de Líderes das bancadas, os integrantes do Conselho de Ética e o corregedor da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) definiram um acordo para endurecer a punição de Fernando Cury (Cidadania) para 180 dias de suspensão no processo em que a deputada Isa Penna (Psol) o caso de importunação sexual. A ação foi filmada pelas câmeras da Alesp. 

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No dia 3 de março, foi definida a primeira proposta de punição que incluía 119 dias de suspensão e a manutenção dos trabalhos no gabinete. Entretanto, os partidos recorreram para ampliar o período para seis meses, a previsão é que a aprovação seja votada ainda hoje.

O deputado Fernando Cury (Cidadania) em pronunciamento na Câmara

A defesa da deputada é pela cassação do mandato de Cury. No entanto, Isa reconheceu que essa penalidade não receberia apoio da grande maioria dos parlamentares. Por isso, de acordo com ela, o afastamento de Cury por 180 dias já significaria uma avanço tímido do caso. 

Em uma sessão virtual nesta quarta-feira (31), deputados da bancada do PT e Psol alegaram que a pena de 119 dias era muito branda, mas o pedido de cassação do mandato não foi acatado pelo presidente da Alesp, Carlão Pignatari, mas ele se mostrou mais flexível e comunicou a reunião desta manhã depois que a deputada Isa Penna acionou  a Justiça para análise da medida pelo desembargador Francisco Casconi, do órgão Especial, que poderia entender que houve respeito às Constituições Federal e Estadual. 

Caso a suspensão seja oficialmente aprovada o gabinete será suspenso e o suplente será acionado

Relembre o caso

O caso de assédio de Fernando Cury contra Isa Penna ocorreu no dia 16 de dezembro de 2020 e foi flagrado pelas câmeras da assembleia.

O vídeo mostra Cury conversando com outros parlamentares, se aproximando de Penna por trás e apalpando seu seio; a deputada rapidamente reagiu e afastou o afastou. 

Ao depor, Cury se defendeu dizendo que o que chamou de abraço havia sido um ato de gentileza e se desculpou por “qualquer tipo de constrangimento ou ofensa”.

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