50,3% dos parlamentares consideram as políticas do presidente como ruins ou péssimas

Eles também indicam que desmatamento é o principal desafio e a falta de governo e de fiscalização como as principais causas

Por: Larissa Placca | 07 abril - 18:41

No Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é mal avaliado nas questões de clima e meio ambiente. Deles, 50,3% dos entrevistados consideram as políticas do presidente como ruins ou péssimas.

De acordo com o dado, parte dos parlamentares aliados do governo também avaliam mal a política ambiental do governo.

queimadas  2020

Foto: Agência Brasil/Divulgação

No total, 179 parlamentares responderam a pesquisa, sendo realizada entre 8 de fevereiro e 6 de março de 2021. O levantamento realizado pelo Congresso em Foco e foi solicitado pelas organizações Instituto Democracia e Sustentabilidade, Observatório do Clima, IDEC, ACT Promoção de Saúde e WWF-Brasil.

Os parlamentares também foram questionados sobre a função do Congresso em relação à legislação ambiental, o desmatamento, a reforma tributária para incentivar a sustentabilidade, o licenciamento ambiental, a legislação fundiária, os direitos dos consumidores e os impactos do desenvolvimento do setor elétrico no ambiente.

As respostas divergiram muito no papel dos parlamentares com relação aos temas.

Principalmente, foi a pontada a função fiscalizadora do Congresso entre as suas atribuições para evitar retrocessos na política ambiental.

Eles também indicam que desmatamento é o principal desafio e a falta de governo e de fiscalização como as principais causas.

44,7% dos parlamentares defenderam uma política que incentive o aumento da produtividade agropecuária para a diminuição do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.

59% discordam que as políticas ambientais atrasam o desenvolvimento econômico do Brasil, 37% concordaram.

68,2% deles concordam que produtos responsáveis por altas taxas de emissões de carbono devem ter os impostos mais altos. 48,9 % se posicionou contra aumento de impostos sobre combustíveis fósseis.

A adesão ao desmatamento zero na Amazônia e no Cerrado foi cerca de 26%.

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