32 pedidos de impeachment contra Bolsonaro foram protocolados na última semana; No total, já são 107 aguardando discussão da Câmara

O levantamento foi feito pela Secretaria-Geral da Mesa da Câmara. Dentre os últimos 32 pedidos, apenas um não cita a atuação do presidente no combate à pandemia.

Por: Larissa Placca | 07 abril - 18:50

A Câmara dos Deputados tem 107 pedidos de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro. No período de 31 de março a 6 de abril, foram protocolados 32 pedidos.

O levantamento foi feito pela Secretaria-Geral da Mesa da Câmara. Dentre os últimos 32 pedidos, apenas um não cita a atuação do presidente no combate à pandemia e, em seu texto, denuncia as tentativas de uso político das Forças Armadas.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) em pronunciamento;

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) em pronunciamento; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Os outros 31 protocolados na última semana tem como pedido o texto padrão:

“Alega que o Presidente Jair Bolsonaro se utilizou da autoridade da Presidência e da evidência e do prestígio social atrelados a essa função para boicotar as principais iniciativas de combate à pandemia – seja ao obstruir medidas de comprovada eficácia científica, ao estimular a desobediência sanitária da população, ao atacar as autoridades que tentaram tomar alguma providência ou ao insistir na difusão de informações falsas e teorias conspiratórias entre os brasileiros”.

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Os pedidos de impeachment consideram crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro, o que eles discorrem ser atentados aos direitos fundamentais à vida e à saúde dos brasileiros, à probidade administrativa, à dignidade, ao decoro e à honra do cargo.

Agora, cabe ao presidente da Câmara, Arthur Lira, dar andamento ou não aos pedidos. Lira não se posicionou sobre nenhum dos pedidos e nem sobre possíveis datas de discussão.

Do total de pedidos, 41 foram pedidos durante a gestão da Câmara por Arthur Lira (PP-AL). O ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é questionado por não ter levado a debate nenhum dos 66 pedidos protocolados enquanto ocupou a posição.

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