Uruguai fechará lojas de fronteiras para barrar P.1 e P.2

Variantes brasileiras da Covid-19 chegaram em território na última segunda-feira; país já vacinou 10%

Por: Leonardo Fernandes | 24 março - 07:14

Luis Lacalle Pou, atual presidente do Uruguai, anunciou ao país uma série de medidas para a contenção das variantes brasileiras do coronavírus em território nacional. As ações irão valer até pelo menos o dia 12 de abril, e o governo uruguaio quer diminuir a “proliferação generalizada” da P.1 e P2, variantes que surgiram em Manaus e Rio de Janeiro, respectivamente.

Uma das medidas que traz impacto aos brasileiros e à economia uruguaia é o fechamento dos “free shops”. As lojas de preços baixos localizadas nas fronteiras entre Brasil e Uruguai atraem turistas semanalmente, e o fluxo de pessoas é alto. Por isso, Lacalle Pou pretende fechar esse tipo de comércio em cidades como Rivera (que faz fronteira com Santana do Livramento, no Brasil), e Chuy (ligada à Chuí no território brasileiro).

Uruguai fechará lojas de fronteiras para barrar P.1 e P.2

Vacinação continua em Rivera, uma das cidades do Uruguai com maior taxa de infecção. Apesar do aumento de casos, país já vacinou mais de 300 mil pessoas em proporção à população. Foto: Marcelo Pinto / APlateia

Rivera é uma das cidades no Uruguai cuja taxa de infecção é uma das maiores. Fora isso, o governo também irá fechar serviços da repartição pública que não sejam essenciais, suspenderá as aulas presenciais, fechará clubes e academias e irá proibir espetáculos públicos.

Vale ressaltar que o país não passou por períodos de restrições severas desde o começo da pandemia. No caso, o governo local optou por medidas que também incluíssem a chamada “liberdade responsável”; políticas sanitárias de contenção do vírus, que tiveram colaboração da população. Essas proibições maiores serão novas à população do Uruguai.

P.1 e P.2: o que são as variantes do Covid-19?

As variantes são células do vírus original (no caso, o Sars-Cov-2), que passaram por mutações genéticas consideradas vantajosas ao próprio vírus. Ou seja, sempre que uma mutação ocorre e ela traz benefícios à sobrevivência do vírus em que está inserida, ela é mantida. A replicação e disseminação da doença é o estimulante para o surgimento das variantes.

Para uma variante ser considerada uma nova linhagem, ela precisa ter ao menos uma mutação inédita em comparação à linhagem-mãe, e precisa ser idêntica a pelo menos quatro outras amostras. O nome dado à variante é composto por uma letra e até três números. No Brasil, há a P.1 e a P.2.

A vacinação no Uruguai passou os 10% proporcional à população

A campanha de vacinação no Uruguai começou no dia 1º de março, e em três semanas 374.265 uruguaios receberam o imunizante. No país, a população é de 3,4 milhões de pessoas; ou seja, 10% dos cidadãos foram vacinados até então. Os brasileiros que moram nas cidades das fronteiras também receberam a vacina.

O país está passando pela pior fase da pandemia em território agora. Na última terça feira (23), o governo registrou 1.081 novos casos, somados aos 14.826 casos ativos. Apesar disso, o Uruguai está na frente de países da América do Sul em questão de vacinação proporcional à população, e na frente do Brasil e da Argentina.

*Com informações da agência RFI de notícias

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