União Europeia fecha acordo para redução de emissões de gases efeito estufa

A União Europeia desejava tomar uma decisão para apresentar na Cúpula global do clima que irá acontecer amanhã (22)

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 21 abril - 11:24

Nesta quarta-feira (21) os Eurodeputados e representantes dos países da União Europeia chegaram a um acordo para a redução de pelo menos 55% das emissões líquidas de gases do efeito estufa até 2030, na comparação com o nível de 1990, na véspera da reunião da Cúpula do Clima, da ONU (organização das Nações Unidas) organizada pelo presidente norte-americano Joe Biden.

A reunião levou 14 horas e abre caminho para que a UE alcance uma redução de até 57% das emissões, na comparação com o que foi estabelecido na década de 90, levando em consideração o compromisso de países europeus de desenvolver “sumidouros naturais de carbono” para absorver o CO2, como pradarias e florestas. 

Bandeiras da união europeia

Foto: Reprodução/flickr

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O acordo será incorporado a uma Lei de Clima para todo o bloco econômico, atualmente em preparação. A meta é decorrente de uma delicada negociação diplomática para aproximar as posições dos países da UE, que em novembro de 2020 estabelecem uma redução de 55%, e do Parlamento Europeu, que defendia uma redução de pelo menos 60% nas emissões de gases estufas.

A União Europeia desejava tomar uma decisão para apresentar na Cúpula global – cerimônia realizada virtualmente – sobre o clima, que começa amanhã (22). O evento contará com a presença de líderes mundiais como o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente da China Xi Jinping. 

O vice-presidente da Comissão Europeia comemorou o acordo e o definiu como “um momento histórico para a UE, porque reforça nossa posição no mundo como líderes na luta contra a crise climática.” 

Entretanto, nem todos estão satisfeitos com o acordo, o presidente do Comitê de Meio Ambiente no Parlamento Europeu, Pascal Canfin , destacou que “o Parlamento estava obviamente disposto a ir ainda mais longe, mas o compromisso alcançado é ambicioso”.  O eurodeputado alemão, Michael Bloss declarou que “A lei climática não está à altura de suas ambições. Em termos reais, isto é apenas uma redução de 52,8%. Não é o ‘Pacto Verde’ que a UE precisa […] e é insuficiente em relação ao Acordo de Paris.” 

A meta estabelecida é uma redução líquida das emissões, ou seja, levar em consideração a compensação das emissões de gás carbônico por sumidouros naturais de CO2.

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