Sob ameaça de terceira onda, Alemanha decide centralizar medidas contra a pandemia

Governo quer aprovar documento que permite às autoridades federais adotarem medidas específicas em áreas de alta infecção

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 09 abril - 16:33

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, anunciou um plano para centralizar as medidas de combate à pandemia, hoje é dever de cada estado. O país está sob ameaça de uma terceira onda de infecções por covid-19 e tem um ritmo considerado lento de vacinação.

O ponto principal do projeto é uma mudança na Lei de Proteção contra Infecções, permitindo que o governo federal tenha poderes de implementar regras específicas mesmo sem o aval dos governadores.

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Angela Merkel

Foto: Webmaster Abril

Em uma entrevista à Reuters, o ministro das Finanças Olaf Scholz, afirmou que essas regras seriam acionadas por um gatilho específico: quando a média semanal de casos em cada grupo de 100 mil pessoas superasse a marca 100 em determinada área, seriam adotadas medidas obrigatórias de contenção.   

Atualmente, cada um dos 16 estados alemães pode definir sua estratégia de controle da pandemia, e isso se reflete nas diferentes abordagens em vigor. Alguns lugares aderiram a abertura do comércio, enquanto outros fecharam todas as atividades não essenciais. De acordo com o governo federal, essas diferenças dificultam o trabalho para conter a doença e a centralização resultará em resultados positivos. 

Segundo a porta-voz de Merkel, Ulrike Demmer, um acordo já foi realizado entre os estados e partidos. O documento deve ser finalizado pelo Gabinete na terça-feira. “Todos estão a bordo” afirmou a Demmer.

O freio no lockdown 

Angela Merkel implantou uma série de medidas sanitárias para combater o vírus no país, entretanto, desistiu de colocar medidas mais duras durante o feriado de páscoa. A chanceler afirmou que o plano fazia sentido “porque é absolutamente necessário desacelerar e reverter a terceira onda da pandemia”.

Contudo, a primeira-ministra afirmou que, por erro dela, não houve planejamento prévio suficiente. “A ideia teve bons motivos, mas não conseguiu concretizar-se bem no curto espaço de tempo disponível”, disse ela.

Segundo dados do instituto Robert Koch, nesta sexta-feira (9), foram confirmados 25.464 novos casos de covid em 24 horas, 3.576 a mais do que o registrado na última semana, e 269 óbitos. Para o ministro da Saúde, se nada for feito com urgência, o sistema de saúde do país em breve chegará no limite, são atualmente 4,5 mil pessoas internadas no país.

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