Reino Unido impõe novas sanções em Mianmar após violência contra manifestantes continuar

O ministro britânico de relações exteriores afirmou que a situação no país é uma violação aos direitos humanos

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 01 abril - 14:14

Nesta quinta-feira (1) o Reino Unido impôs novas sanções contra o grupo empresarial Myanmar Economic Corporation (MEC) decorrente de seus vínculos com os militares, inclusive vínculos econômicos, uma vez que a empresa disponibiliza fundos para a cúpula militar do país.

O ministro britânico de relações exteriores, Dominic Raab, se manifestou sobre a onda massiva de repressão que vem acontecendo no país e classificou que a situação ‘viola os direitos humanos e está matando inocentes, incluindo crianças” . 

pessoas protestando em Mianmar

Foto: Reprodução/Twitter

Segundo Raab, a sanção é focada em um dos principais fluxos de financiamento do regime militar e colocou sob eles um custo adicional pela violação de direitos humanos. Algumas outras lojas de departamento do Reino Unido também suspenderam seus pedidos de produção para fábricas no país. 

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, comemorou a decisão do Reino Unido e pediu que empresas internacionais não compactuam com outras companhias que financiam os militares envolvidos no golpe.

“Os líderes do golpe devem acabar com toda a violência contra o povo da Birmânia e restaurar a democracia”, disse em seu discurso.   

A violência em Mianmar 

O golpe de estado aconteceu no dia 1º de fevereiro e está sendo marcado por protestos e manifestações dos cidadãos, a Junta militar do país já matou, ao menos, 538 civis. Desses 141 foram no sábado, classificado como o dia mais violento até agora. 

Segundo veículos de imprensa, nesta quinta-feira (1) mais duas pessoas teriam morrido após os manifestantes retornarem às ruas. 

De acordo com um jornal local, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas quando as Forças de Segurança abriram fogo na cidade de Monywa e outra pessoa morreu em Mandalay quando os militares dispararam contra o povo. 

No país também o acesso a internet no país foi restrito e jornalistas foram presos e alguns jornais foram proibidos de publicar sobre o golpe.

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