Protestantes entram em confronto com a polícia em Minnesota, após morte de homem negro em abordagem policial

Daunte Wright, 20 anos, foi morto por um policial a cerca de 15 km de onde George Floyd morreu, no ano passado

Por: Murilo Amaral Feijó | 12 abril - 18:06

Na noite deste domingo (11), centenas de manifestantes foram às ruas de Brooklyn Center, no estado americano de Minnesota, após a morte de Daunte Wright, um homem afro-americano de 20 anos, durante uma abordagem policial.

No mesmo estado, em maio de 2020, George Floyd foi morto após o policial Derek Chauvin ajoelhar-se em seu pescoço, durante oito minutos e quarenta e seis segundos. Floyd estava desarmado e gritava: “não consigo respirar”.

"Justiça por Daunte Wright", nas ruas de Brooklyn Center

“Justiça por Daunte Wright”. Foto: Reprodução/Twitter

Segundo a polícia, por volta das 14h no horário local, Wright foi parado numa blitz, depois de ser identificado por infrações de trânsito. Os policiais descobriram que Wright tinha um mandado de prisão em aberto e o prenderam. Enquanto estava sendo algemado, Wright entrou no carro, um policial sacou a arma e atirou contra ele.

Em pronunciamento sobre o ocorrido, o chefe da polícia de Brooklyn Center, Tim Gannon, afirmou que foi um “disparo acidental” que matou Wright. Segundo Gannon, o policial gritou “taser, taser”, avisando que faria um disparo de taser de choque para conter Wright, mas acabou confundindo com a arma e efetuou o disparo.

Katie Wright, mãe de Daunte, afirmou que seu filho ligou para ela durante a abordagem. De acordo com o relato dela, alguém gritou “Daunte, não corra”, antes de a ligação terminar.

O PROTESTO

Durante a noite, foi formado um protesto com cerca de 200 pessoas, em frente ao departamento de polícia de Brooklyn Center. Houve confronto com a polícia, que utilizou gás lacrimogênio e balas de borracha. A multidão jogou pedras contra os policiais.

Mensagens de “Justiça por Daunte Wright” foram espalhadas pela cidade e velas foram acesas pelos manifestantes. Mais de 20 lojas foram saqueadas durante os confrontos, segundo o secretário estadual de Segurança, John Harrington.

Mike Elliott, prefeito de Brooklyn Center, decretou toque de recolher das 1h às 6h. Elliott também pediu para que os manifestantes permanecessem pacíficos.

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