ONU cobra explicações do governo Bolsonaro sobre morte e prisão de duas testemunhas do massacre de Pau D’Arco

Eles alertam que esses casos, ocorridos no Pará, fazem com que os defensores de direitos humanos no país sintam insegurança

Por: Larissa Placca | 10 abril - 13:51

Em carta, ONU cobra explicações do governo Jair Bolsonaro por mortes e detenção de ativistas relacionados com o massacre de Pau D’Arco.

Eles alertam que esses casos, ocorridos no Pará, fazem com que os defensores de direitos humanos no país sintam insegurança.

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em pronunciamento

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em pronunciamento; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Morte de ativista

O trabalhador rural Fernando dos Santos Araújo foi morto com um tiro na nuca, no Pará em fevereiro de 2021. Ele era sobrevivente do massacre de Pau D’Arco, que ocorreu em 2017 e matou dez camponeses durante operação policial.

Araújo era uma das principais testemunhas do massacre e ele já vinha sendo ameaçado. Ele chegou a entrar no programa de proteção a testemunhas.

O massacre de Pau D’Arco resultou na investigação de 16 policiais civis e militares. Eles podem continuar exercendo suas atividades, enquanto aguardam julgamento.

“Queremos expressar nossa mais extrema preocupação com o assassinato de Araújo, que tememos fortemente ter sido realizado como retaliação por seu papel na busca de justiça para os assassinatos ocorridos em Pau D’Arco em 2017, e que indicariam um ambiente de grave insegurança para a defesa dos direitos humanos no Brasil”, diz carta.

Detenção de ativista

Outra cobrança da ONU é sobre a prisão do advogado das vítimas do massacre, José Vargas Júnior. Oficialmente, sua prisão foi divulgada por envolvimento no homicídio de Cícero José Rodrigues de Sousa, presidente de uma associação de epilepsia e então candidato a vereador em Redenção (PA).

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