Kim Potter policial que matou Daunte Wright é presa por homicídio culposo

A policial que mantou Wright com um tiro durante uma abordagem de uma blitz alega que foi incidente; morte causa protesto contra a brutalidade policial e o assassinato de pessoas negras

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 14 abril - 17:39

A policial Kim Potter, que atirou e matou um jovem negro perto de Minneapolis foi presa sob a acusação de homicídio culposo – quando não há intenção de matar – em um contexto de protestos nos Estados Unidos e de julgamento do ex-agente Derek Chauvin, que matou o cidadão negro, George Floyd em maio de 2020.

Segundo um comunicado do Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota, os policiais prenderam Kim Potter aproximadamente às 11:30, além de acrescentar que as acusações de homicídio culposo seriam apresentadas na sequência. 

Manifestantes pitando “Justiça por Duante Wright” na rua ao lado do memorial de George Floyd – Foto: Reprodução/ Twitter

Ontem (13) a agente Kim Potter, de 48 anos, pediu demissão após o incidente sobre o qual ela alega ter confundido a sua taser (pistola de choque) com sua arma de serviço, quando atirou e matou Daunte Wright, de 20 anos, em uma blitz de trânsito no domingo (11).

A morte de Wright gerou uma nova onda de protestos na cidade. No domingo, centenas de manifestantes foram às ruas de Brooklyn Center. Houve confronto com a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo e balas de borracha. A multidão jogou pedras contra os policiais.

Na terça-feira, as famílias de Wright e Floyd se reuniram para exigir o fim da brutalidade policial e do assassinato de pessoas negras por policiais brancos 

O irmão de George Floyd se pronunciou e disse “O mundo assiste traumatizado ao assassinato de outro afro-americano.” 

A morte de Wright 

Segundo a polícia, por volta das 14h no horário local, no domingo, Wright foi parado numa blitz, depois de ser identificado por infrações de trânsito. Os policiais descobriram que Wright tinha um mandado de prisão em aberto e o prenderam. Enquanto estava sendo algemado, Wright entrou no carro, a policial supostamente confundiu a arma e atirou contra Daunte 

Katie Wright, mãe de Wright, afirmou que seu filho ligou para ela durante a abordagem. De acordo com o relato dela, alguém gritou “Daunte, não corra”, antes de a ligação terminar.

“Uma arma por um taser? É inaceitável”

Os Floyds e os Wrights rejeitaram a explicação de que a morte de Daunte foi um acidente resultante da confusão da polícia quando ela trocou uma arma de fogo em vez de uma pistola de choque, vários membros ativistas pediram que a oficial fosse presa de imediato.

“Eles chamam isso de erro? Uma arma por uma taser? é inaceitável”, disse Brandon Williams, sobrinho de Floyd. E acrescentou “Só porque você representa a lei não significa que está acima dela.”  

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