Homem invade posto policial na França, mata funcionária a facadas e é morto em seguida

Governo fala em ataque terrorista

Por: Maria de Toledo Leite | 23 abril - 17:14

Nesta sexta-feira (23), uma funcionária da polícia de Rambouillet, cidade no sudoeste de Paris, foi morta a facadas. O assassino morreu baleado, após reação de policiais, e foi identificado como um homem de 36 anos e de nacionalidade tunisiana.

No momento do ataque, o assassino gritou “Allah Akhbar”, o que significa “Deus é Grande”, em árabe. Por haver a suspeita de que o crime teve motivação extremista religiosa, uma procuradoria especial contra o terrorismo ficará reponsável pelo caso.

Foto: Fórum Econômico Mundial/Pascal Bitz

Segundo a televisão pública Franceinfo, a vítima, identificada apenas pelo primeiro nome, Stéphanie, tinha 49 anos e era mãe de dois filhos, um de 18 anos e um de 13. A mulher era agente administrativa do posto policial.

Após o ataque, Stéphanie foi socorrida por bombeiros, mas não conseguiu resistir aos ferimentos. Relatos afirmam que ela foi atingida por uma faca de cozinha na altura do pescoço.

O autor do crime, cidadão da Tunísia, chegou à França em 2009 e esteve em situação irregular até 2020, quando conseguiu uma autorização para viver em território francês. O homem trabalhava como entregador e era não tinha nenhuma passagem pela polícia.

Governo fala em terrorismo

O presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou o ataque, mencionou a violência na região periférica de Paris e reforçou a necessidade do combate ao “terrorismo islâmico”. Macron classificou o local do crime como “terras já mortais” e disse que a nação “está ao lado de sua [Stéphanie] família, de seus colegas e das forças de segurança.

O primeiro-ministro Jean Castex foi ao local do ataque e chamou a tragédia de “hesto bárbaro de uma covardia infinita”. Castex também mencionou a luta contra o terrorismo e que a determinação para combatê-lo “é mais do que nunca intacta.”

Segundo a Procuradoria Nacional Antiterrorismo, o assassinato recebe uma investogação especial, pois poderia ter ligações ao terrorismo devido a modalidade do ataque, a vitima escolhida (funcionária de polícia), os elementos e as motivações demonstradas pelo criminoso durante o ataque.

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