Derek Chauvin, ex-policial acusado de matar George Floyd, é declarado culpado

Ex-agente foi considerado culpado de todas as três acusações de homicído contra o ex-segurança George Floyd. Pena só será divulgada em dois meses

Por: Maria de Toledo Leite | 20 abril - 18:41

Nesta terça-feira (20), por unanimidade, o ex-policial Derek Chauvin foi condenado pela morte do ex-segurança negro George Floyd, que se tornou o símbolo do movimento “Vidas Negras Importam”. O crime aconteceu em maio de 2020, em Mineápolis, nos Estados Unidos. O julgamento foi algo histórico nos Estados Unidos.

As discussões tiveram início na segunta-feira, após o fim dos depoimentos de testemunhas, defesa e acusação no processo. Chauvin se recusou a depor no tribunal, mesmo tendo sido convidado.

Floyd foi asfixiado durante uma abordagem policial, onde Chauvin se ajoelhou sobre o pescoço do homem negro.

Foto: Mattia Faloretti/Unplash

O ex-policial foi considerado culpado em todas as acusações de homicídio contra Floyd:

  • homicídio culposo
  • negligência ao assumir o risco consciente de causar a morte de Floyd
  • causar a morte, sem intenção, através de um ato perigoso, sem consideração pela vida humana

A pena ainda será anunciada em dois meses pelo juiz, o que é comum de acontecer nos Estados Unidos.

O júri era formado por doze integrantes, sendo seis deles brancos e os outros seis negros ou multirraciais. Os jurados deveriam decidir se o uso de força contra Floyd havia sido desproporcional e se a manobra teria sido o que levou, de fato, à morte do homem negro.

A defesa de Chauvin sustentava a ideia de que o policial agiu de acordo com a prática policial e que Floyd tinha problemas cardíacos que causaram sua morte.

Para escutar ao veredito do julgamento, uma multidão se reuniu no centro de Mineápolis, em uma área que ficou conhecida como “George Floyd Square”, local próximo a onde o ex-segurança foi morto.

Pouco antes do anúncio da sentença, Courtney Ross, namorada de Floyd, disse que a condenação seria o começo de um movimento maior. “Talvez a gente esteja no epicentro da mudança.”

O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, elogiou a decisão do júri disse que, mesmo que a condenação não repare a morte de Floyd, o julgamento é um “caminho para a justiça.”

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a vice, Kamala Harris, ligaram para a família de Floyd logo após a condenação. No telefonema, Biden prometeu que vai trabalhar para aprovar leis que reprimam a violência policial e o racismo no país.

“Não há nada que possa fazer para tudo melhorar, mas ao menos conseguimos ter alguma justiça”, disse o presidente.

Mais tarde, Biden fez um pronunciamento e classificou a condenação do ex-policial como um “passo à frente”, mas disse que tal veredito era muito raro em um país atormentado pelo racismo estrutural.

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