Angela Merkel reforça confinamento na Alemanha até abril

País passa por uma nova onda de Covid-19, causada por uma variante vinda do Reino Unido

Por: Leonardo Fernandes | 23 março - 09:30

Em anúncio feito na última segunda-feira (22), a chanceler Angela Merkel alertou a população da Alemanha sobre a nova variante do Covid-19, e também divulgou as restrições durante o feriado de Páscoa. Merkel afirmou que a onda atual da doença no país é mais letal, e cresce em nível exponencial.

Conforme delimitado pelo governo alemão, boa parte do comércio ficará fechado na Páscoa entre os dias 1 e 5 de abril; e os serviços religiosos estão proibidos. No caso de restaurantes e serviços de alimentos, os mesmos ficarão abertos a partir do dia 3. Além do mais, as restrições de agendas culturais que já estavam em vigor desde o ano passado serão mantidas até 18 de abril.

Angela Merkel e políticos em reunião do governo da Alemanha

Angela Merkel em reunião do governo alemão em 2020, a respeito do aumento de casos de Covid-19 no país. Foto: Bundesregierung/Bergmann

De acordo com Merkel, a Alemanha está no combate contra um vírus “mais letal e infeccioso”. O aumento no número de casos, que somam mais 2,6 milhões de infectados e 75 mil óbitos, foram causados “pela variante do novo Coronavírus vinda do Reino Unido”. Os leitos no hospitais alemães estão novamente cheios.

O governo local defende a aceleração nas campanhas de imunização para reverter o quadro nacional.

Alemanha apóia ação da União Europeia sobre vacinas do Reino Unido

Angela Merkel está entre os líderes da UE que defendem os dizeres da Chefe da União, Ursula von der Leyen. No último sábado (20), von der Leyen ameaçou bloquear a exportação das vacinas Oxford/AstraZeneca, caso o laboratório da Universidade de Oxford não finalize o envio primordialmente concordado com a União Europeia.

A chefe da UE disse que a AstraZeneca não entregou nem metade das 90 milhões de doses compradas; no caso, apenas 30% foram enviadas aos países compradores da União. O fato ocorre ao mesmo tempo em que o Reino Unido, local onde o laboratório mantém espaço de produção, conseguiu finalizar a vacinação contratada por Oxford.

É dito que a exportação da AstraZeneca tenha afetado diretamente a vacinação planejada pela União Europeia.

A pressão surge logo depois da agência europeia de medicamentos afirmar que a vacina de Oxford é segura, após o surgimento de alguns casos isolados de efeitos colaterais em cidadãos europeus na semana passada.

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