Popularidade de Ernesto Araújo aumenta e ele é incentivado a se candidatar às eleições 2022

“Estamos precisando de bons senadores. Adoraria que ele saísse para senador, para pautar o impeachment dos ministros do STF", diz deputado.

Por: Larissa Placca | 25 abril - 16:17

O perfil no Twitter do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, recentemente passou de 800 mil seguidores. Já é mais popular que a de ex-colegas de governo como Onyx Lorenzoni (796 mil), Marcos Pontes (494 mil) e Ricardo Salles (461 mil).

As postagens do ex-ministros recebe comentários de diversos apoiadores, muitos expressando inconformismo com a saída de Ernesto do cargo.

Reunião com Ernesto Araújo, quando ministro das Relações Exteriores.

Reunião com Ernesto Araújo, quando ministro das Relações Exteriores. Foto: Agência Brasil/Divulgação

Na última segunda-feira (19), ele foi um dos participantes de uma live em homenagem ao escritor Olavo de Carvalho, base do posicionamento bolsonarismo e da chamada “nova direita”.

“O Ernesto é visto como um soldado fiel. Ele fez o que precisou ser feito, trabalhou na agenda do presidente e, na hora que precisou ser sacrificado, saiu quieto”, afirma Silvio Grimaldo, diretor-executivo do jornal Brasil Sem Medo e responsável por conduzir a live.

Entre personagens ligados ao governo, nas redes sociais o nome de Ernesto é mencionado como um possível nome na eleição do ano que vem. Comentam também candidaturas como as dos ministros Damares Alves (Direitos Humanos), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), além do ex-titular da Educação Abraham Weintraub.

Ex-vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP) é um apoiador da ideia. “Estamos precisando de bons senadores. Adoraria que ele saísse para senador, para pautar o impeachment dos ministros do STF [Supremo Tribunal Federal]. O Brasil ganharia muito com alguém com coragem, como o Ernesto”, afirma.

Para o deputado, Araújo foi alvo de uma conspiração. “Uma conspiração montada pelo Aécio [Neves, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara] e pelo Senado. Foi uma articulação espúria com o centrão, e as pessoas reconhecem isso”, diz.

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