Ministro da Educação defende homeschooling e diz que crianças podem socializar na igreja e com a família

Em audiência nesta segunda (5), foram discutidos projetos sobre educação domiciliar

Por: Maria de Toledo Leite | 05 abril - 20:59

Nesta segunda-feira (5), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, participaram de uma audiência promovida pela Câmara sobre o projeto de educação domiciliar (homeschooling). O goveno Bolsonaro é o interessado no tema e quer que a prática seja regulamentada até julho deste ano.

Em meio à pandemia e os problemas por ela causados, educadores vêm criticando a prioridade dada ao tema, mencionando ainda os prejuízos em relação à questões pedagógicas e de socialização das crianças.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo o ministro da Educação, o projeto do governo seria apenas uma opção, ou seja, que não existiria uma obrigatoriedade de seguir esse modelo. Milton Ribeiro também citou exemplos de outros países e negou a questão de socialização dos alunos, “A própria família, clubes, bibliotecas e até mesmo a igreja, por que não?”.

Para isso, os educadores defenderam o papel que a escola tem na vida de uma criança, que ela representa um espaço para visões diferentes e que estimulam o pensamento dos estudantes.

Durante a discussão também foi mencionada a violência doméstica contra crianças. O ministro afirmou que a relação entre o ensino em casa e a vulnerabilidade de estudantes nesse contexto é “descabida”. Por outro lado, os educadores apontaram que conseguem notar sinais da violência quando convivem com os alunos, como mudança de comportamento.

A ministra Damares Alves também defendeu que não há relação entre o abuso em casa e o regime de homeschooling. Além disso, ela rebateu o argumento sobre as demandas específicas que o projeto promove com um artigo que diz que pais têm o direito de dar aos filhos a educação que está de acordo com suas convicções.

Em relação à liberdade de escolha sobre aderir ou não ao método de ensino, Vitor Angelo, secretário de Educação do Espírito Santo e presidente do Consed, disse que o estado é responsável por regular os parâmetros da vida em sociedade, ou seja, deve haver um equilíbrio na educação de todos.

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