Ex-ministros, pesquisadores e ex-presidente do Inep divulgam carta aberta para denunciar ‘apagão educacional’

Grupo protesta contra queda de investimentos durante a pandemia

Por: Marina Correa de Genaro | 01 abril - 16:32

Foi divulgada nesta quinta-feira (1°) por mais de três mil professores, estudantes, pesquisadores e ex-ministros, uma carta aberta à sociedade brasileira denunciando o risco do Brasil viver um “apagão educacional”. A iniciativa foi coordenada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

A carta critica a queda de investimentos em educação, a falta de coordenação do governo federal para uma resposta aos impactos da pandemia, a regulamentação da educação domiciliar como prioridade, a ênfase em projetos conservadores e o veto ao projeto de lei que buscava garantir internet para professores e alunos da rede pública.

Aluno escrevendo

Foto: Adriano Sena

Entre as pessoas que assinaram a carta, estão os ex-ministros da Educação Cristovam Buarque (2003-2004) e Renato Janine Ribeiro (2015), e o ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) Chico Soares (2014-2016).

Especialistas em educação, como Priscila Cruz (Todos Pela Educação), Cláudia Costin (Fundação Getúlio Vargas), Ricardo Henriques (Instituto Unibanco) e Magda Soares (professora da UFMG); e ex-representantes de entidades do país, como Cleuza Repulho e Eduardo Sanches (União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação – Undime) também assinaram.

O documento solicita que para evitar um “apagão educacional” o MEC respeite a Constituição e comprometa-se a reduzir as desigualdades sociais e tenha senso de urgência na resposta aos desafios educacionais impostos pela pandemia.

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