Ex-ministros da Educação assinam manifesto alertando que Inep está “em perigo”

Instituto é responsável pelo ENEM e por análises e estatísticas sobre a educação brasileira

Por: Murilo Amaral Feijó | 28 abril - 18:52

Sete ex-ministros da Educação assinaram um manifesto no qual alertam que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) “está em perigo”, além de ser “gravemente enfraquecido”.

Segundo o documento, o enfraquecimento do Instituto “coloca em risco políticas públicas cruciais para gestores educacionais, professores, alunos, familiares, além de governantes de todos os níveis”.

Fachada do Ministério da Educação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Inep é uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação, responsável pela organização e aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a principal prova de vestibular do Brasil. Além disso, o Instituto também é responsável por provas e avaliações de censo da educação e estatísticas que formam o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

No manifesto, os ex-ministros afirmam que o Ministério da Educação, nos dois últimos anos, “oi ocupado por cinco pessoas diferentes. E pior: as posições de gestão não têm sido preenchidas com indicações de quadros técnicos qualificados para as funções”.

Além disso, o manifesto também alerta: “O Ministério da Educação exclui constantemente o Inep de debates sobre a atuação de prerrogativa legal do órgão, como a reformulação do Ideb e as avaliações para medir a alfabetização das crianças no 2º ano do ensino fundamental”.

Ex-ministros, pesquisadores e ex-presidente do Inep divulgam carta aberta para denunciar ‘apagão educacional’

Por fim, os ex-ministros reconheceram o crítico momento pelo qual o país está passando, por conta da pandemia de covid-19, e afirmaram que “não será com cortes no orçamento da Educação, área prioritária para o desenvolvimento social e econômico, que isso irá se resolver. Mesmo porque o Inep produz informações que evitam o desperdício, racionalizando e tornando o Estado brasileiro mais eficiente”.

O documento foi assinado pelos ex-ministros Tarso Genro (gestão Lula), Fernando Haddad (gestões Dilma Rousseff e Lula), Cid Gomes (gestão Dilma), José Henrique Paim (Dilma), Aloizio Mercadante (Dilma), Mendonça Filho (gestão Michel Temer) e Rossieli Soares (gestão Temer).

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