Deputado Ricardo Barros crítica profissionais da educação ao afirmar que “Só professor não quer trabalhar na pandemia”

O líder do governo no Senado disse ainda que "Não tem nenhuma razão para professor não dar aula"

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 20 abril - 17:45

Nesta segunda-feira (19) o deputado federal Ricardo Barros (Progressistas), líder do governo na Câmara dos Deputados, citou os profissionais da educação ao afirmar que os docentes “não querem trabalhar” e explicou que, há uma votação no Congresso para transformar a educação em serviço essencial e reabrir todas as escolas mesmo com os altos números da pandemia. 

Em entrevista à CNN Brasil, Barros afirmou: “é absurdo a forma como nós estamos permitindo que os professores causem tantos danos às nossas crianças na continuidade da sua formação. O professor não quer se modernizar, não quer se atualizar. Já passou no concurso, está esperando se aposentar, não quer aprender mais nada”. 

Deputado Ricardo Barros (PP-PR) em sessão;

Deputado Ricardo Barros (PP-PR) em sessão; Foto: Agência Brasil/Divulgação

O deputado argumentou que alguns estados já reabriram as escolas públicas e particulares, e os professores voltaram a dar aulas, portanto, não haveria motivo para os docentes não voltarem a ministrar aulas. 

“Infelizmente, o Brasil foi abduzido pelas corporações. Não tem nenhuma razão para professor não dar aula. O profissional de saúde está indo trabalhar, o profissional de transporte está indo trabalhar […] só professor que não quer trabalhar”, afirmou.

Segundo o parlamentar, 20% da capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), que permite a distribuição de internet, foram destinados ao setor público, no entanto, “não há demanda” porque as diretoras das escolas não pedem a conectividade por terem medo de perder o cargo para alguém que saiba mais sobre o uso da internet. “As escolas não pedem a conectividade, porque a diretora que está lá não entende de informática. Se ela pedir a conectividade, vai perder a direção para uma professora que tenha mais habilidade nessa área”, afirmou Barros. 

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Pandemia no Brasil

Na segunda-feira (19), o Brasil contabilizou 1.347 mortes por Covid-19 e 30.624 novos casos da doença. Com esses números, o país tem, desde o início da pandemia, 374.682 vidas perdidas para o coronavírus.

Com uma média móvel de óbitos nos últimos 7 dias de 2.866, o Brasil possui a maior taxa de mortalidade pela doença na América e a 13ª do mundo, de acordo com dados da plataforma “Our World in Data”.

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