Só 1% das empresas de transportes superaram prejuízos da pandemia, diz CNT

Setor pede vacinação em massa e redução de jornada e salários

Por: Sophia Bernardes | 07 abril - 15:09

De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Transporte (CNT), apresentou que 97% das empresas do setor enfrentam prejuízos causados pela pandemia.

Além disso, 53,4% empresas afirmam não é possível prever quando os prejuízos vão terminar, e apenas 1,2% afirmaram que em 2021 suas empresas deixaram de ser prejudicadas economicamente pela pandemia.

Empresas de transporte

Foto: Agência do Brasil

O estudo realizado na última semana de março com 580 empresas de cargas e de passageiros, indica que o impacto da Covid-19 pode se manter por um longo período. Entre as empresas 58,4% continuam com faturamento abaixo do registrado em períodos anteriores ao de emergência sanitária.

No mês de março, 68,3% tiveram redução de demanda por serviços de transporte, fazendo com que 69,0% registrassem queda de faturamento, e 41,2% tiveram o tamanho da empresa diminuído. O cenário destacou uma diminuição de 44,7% no quadro de trabalhadores do setor.

A Confederação indicou ainda, é fundamental a vacinação em massa da população. Em nota, o Presidente da CNT disse, “As reduções bruscas na demanda e no faturamento têm atingido as empresas do setor em um momento crítico, com dificuldades para obtenção de crédito e a necessidade de adotar demissões”.

De acordo com os empresários, uma forma de evitar demissões é reduzir as jornadas e os salários, que é prometida pelo governo federal. Além disso, defenderam a permissão para suspender temporariamente contratos de trabalho pelos próximos 60 dias.

Em abril de 2020, foi implementado pelo governo de Jair Bolsonaro o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEM). Empregadores e funcionários podiam assinar acordos individuais para a suspensão de contratos, além disso era permitida a redução de 25%, 50% ou 70% no tempo de trabalho, com corte proporcional de salário.

O programa custou aproximadamente R$ 33,5 bilhões aos cofres públicos e terminou em dezembro do ano passado. O trabalhador era compensado parcialmente pelo Tesouro Nacional.

O ministro da Economia Paulo Guedes já afirmou que o programa de corte de jornadas e salários deve voltar. No início de março, a equipe econômica falou em uma nova fase, em que a suspensão do contrato poderia durar até 4 meses. No entanto, até o momento a proposta não foi apresentada.

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