Sindicato de Auditores da Receita Federal analisam a Reforma Tributária e pedem um sistema mais justo e menos burocrático

"É fundamental definir um marco legal, a fim de conferir aos auditores fiscais a segurança jurídica para enfrentar, sobretudo, grandes interesses políticos e econômicos".

Por: Larissa Placca | 16 abril - 21:58

O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional) discutem, nesta sexta-feira (16), o texto da reforma tributária.

O evento online, teve a participação dos senadores Nelsinho Trad (PSD-MS) e Simone Tebet (MDB-MS), além do presidente da entidade, Kleber Cabral.

O presidente Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Kleber Cabral em foto

O presidente Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Kleber Cabral em foto; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“A reforma é o caminho necessário para a reconstrução da estrutura tributária do país, na direção de um sistema mais justo, que alivie o imposto sobre o consumo e retome a tributação sobre renda e patrimônio. Só assim conseguiremos destravar a economia e estabelecer um círculo virtuoso de crescimento sustentado no Brasil”, afirma Kleber Cabral.

O Sindifisco afirma que o sistema tributário brasileiro precisa ser mais justo. Segundo análise da entidade, hoje o país cobra mais tributos proporcionalmente sobre quem ganha menos, e menos sobre quem ganha mais.

A entidade aponta que a tributação sobre lucros e dividendos, a correção na tabela do imposto de renda e a promoção da cobrança de IPVA sobre jatinhos e lanchas são “cruciais para restabelecer a justiça no sistema tributário”.

O Sindifisco diz ainda que é necessário que haja menos burocracia para tornar o sistema tributário menos complexo.

A entidade defende uma mudança no sistema de benefícios fiscais e programas de refinanciamento, pois hoje eles são concedidos “sem critérios que permitam mensurar objetivamente o efetivo retorno da renúncia fiscal para a sociedade”.

Por fim, a entidade espera mais fiscalização. “Não é possível aperfeiçoar o sistema tributário brasileiro sem dotar de mecanismos efetivos o órgão que o representa em nível nacional – a Receita Federal – e as autoridades tributárias constituídas, os auditores fiscais”.

“É fundamental definir um marco legal, com responsabilidades e prerrogativas, a fim de conferir aos auditores fiscais a segurança jurídica necessária para enfrentar, sobretudo, grandes interesses políticos e econômicos”.

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