Secretário responsável pelo Orçamento diz que dobrar recursos do Meio Ambiente exigirá compensação

A medida foi citada por Salles ontem (22) e segundo o secretário só será possível com retirada de recursos de outra pasta

Por: Marina Ponchio Gomes Ferreira | 23 abril - 16:52

Ontem (22), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, informou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) iria dobrar as verbas destinadas à pasta. Hoje (23) o secretário responsável pelo Orçamento Federal, George Soares, afirmou que a liberação só será possível com uma compensação.  

Em uma entrevista para explicar os vetos no Orçamento de 2021, Soares afirmou que: “Qualquer necessidade, tanto no Meio Ambiente, como em qualquer outra pasta, vai ser apresentada ainda, na Junta de Execução Orçamentárias, e terá que ser feita uma suplementação retirando de outro órgão”.

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em coletiva de imprensa

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em coletiva de imprensa; Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

O secretário disse que o Ministério do Meio Ambiente não sofre bloqueio neste momento e precisará apresentar um pedido para análise. 

Fala de Salles

Na quinta-feira (22), Ricardo Salles, declarou após o discurso do presidente Bolsonaro na Cúpula do Clima, que o governo federal vai dobrar as verbas do ministério. Segundo Salles, nesta semana será definido o Orçamento, junto ao Congresso Nacional. 

“O presidente vai dobrar o recurso, isso é importante, porque dá justamente sustentação a esse pagamento que eu me referi a pouco das equipes da Força Nacional que podem aumentar substancialmente”, disse o ministro. Afirmado ainda que a antecipação das metas ambientais anunciadas pelo presidente ocorrerá na medida em que chegarem recursos externos. 

Bolsonaro na Cúpula de Líderes sobre o Clima

Na quinta-feira , Bolsonaro afirmou que o Brasil se compromete a reduzir suas emissões de carbono em 40% e a eliminar o desmatamento ilegal até 2030.

O presidente declarou na Cúpula de Líderes sobre o clima que “Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar, e reafirmar, uma NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030″.

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