Renan Calheiros afirma que Bolsonaro faz “pressão desumana” para influenciar a CPI da Covid

A confirmação dos cargos de relatoria e presidência será feita através de uma votação secreta na primeira reunião da Comissão

Por: Larissa Placca | 16 abril - 23:30

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), favorito para ser o relator da CPI da Covid, nesta sexta-feira (16) que o governo Bolsonaro faz uma “pressão desumana” para influenciar a comissão.

“O governo continua numa pressão desumana para influir nos destinos da CPI. Hoje, fui informado que eles pressionaram o líder do PSD para substituir os dois nomes na comissão. Substituir o nome do Otto [Alencar] (BA) e do próprio Omar [Aziz] (AM)”, afirmou em entrevista para a Folha de SP.

O senador Renan Calheiros em sessão;

O senador Renan Calheiros em sessão; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Conforme reportagem da Metropolitana, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi escolhido como relator da CPI da Covid. A comissão será presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM) e o vice-presidente será o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A confirmação dos cargos será feita através de uma votação secreta na primeira reunião da Comissão que, segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a CPI da Covid deve ser instalada no próximo dia 22 ou na terça-feira, dia 27.

Votam os onze membros da comissão pelo presidente, e este, quando eleito define o relator da CPI.

Mesmo tendo minoria no colegiado, Governo ainda pode ter apoio de relatoria da CPI da Covid; Entenda:

O Palácio do Planalto tentou conseguir apoio para Marcos Rogério (DEM-RO) como relator. O MDB, que tem a maior bancada do Senado, reagiu dizendo que não abriria mão da função.

O senador avalia que a ampliação do foco da CPI, que investigará o repasse de verbas federais a prefeitos e governadores foi estratégia de Bolsonaro, para tirar o foco da investigação.  A proposta inicial era investigar apenas o governo federal.

Nesta sexta-feira (16), Girão sinalizou que se colocou à disposição para assumir um dos dois cargos e afirmou que quer seriedade na CPI para que ela não seja usada para “antecipar o calendário eleitoral do ano que vem”. “Sem caça às bruxas”, completou. Apesar de expressar certo apoio do Planalto, o senador se considera independente.

Calheiros defende que a comissão seja técnica e isenta e que os primeiros passos sejam convocar órgãos técnicos para auxiliar a apuração.

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