Ministério compra R$ 2,8 bi em máquinas pesadas sem destinação específica e valores variáveis por estado

Responsável pela compra bilionária, o secretário Tiago Pontes Queiroz foi indicado pelo Centrão ao Ministério do Desenvolvimento

Por: Larissa Placca | 11 abril - 14:33

A Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano, do Ministério do Desenvolvimento Regional, divulgou um edital no valor de R$ 2,8 bilhões para a compra de 6.240 máquinas pesadas que serão entregues a municípios de todo o país.

O documento foi assinado por partidos do Centrão na pasta, porém, o documento não traz qual e por quê da destinação específica dos produtos.

Desenvolvimento de cidades;

Desenvolvimento de cidades; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Na íntegra, o processo administrativo de número 59000.014216/2020-57, assinado eletronicamente em dezembro do ano passado pelo secretário Tiago Pontes Queiroz, destina  R$ 2.803.906.619,82 na compra de 1.560 retroescavadeiras, 1.560 pás-carregadeiras, 1.560 escavadeiras hidráulicas e 1.560 motoniveladoras. A licitação tem prazo de vigência de um ano.

No edital, não foi especificado a quais municípios as máquinas serão endereçadas, definindo apenas “em atendimento às necessidades de Desenvolvimento Regional de Estados, Municípios e do Distrito Federal”, estabelecendo somente a compra.

No detalhamento dos produtos, o “local de entrega” aparece descrito em texto amplo e subjetivo, abrindo brechas à escolha pessoal do secretário em relação às prefeituras.

Além disso, também há uma variação do valor de cada produto por Estado, apesar de se tratar de uma licitação nacional.

Responsável pela compra bilionária, o secretário Tiago Pontes Queiroz foi indicado pelo Centrão ao Ministério do Desenvolvimento na tentativa de aproximação do grupo com o governo federal.

O ministério afirmou que existe uma portaria específica para a Estratégia de Aquisição e Distribuição de equipamentos de infraestrutura a municípios de baixa e média renda. “Melhorando a gestão, disciplinando a distribuição e, principalmente, trazendo economicidade”.

“Anteriormente, eram firmados convênios com cada município para a aquisição de maquinário, gerando processos de compra de pequeno porte e individualizados”, disse, em nota.

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