Lira culpa ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pelos atrasos na negociação do Orçamento de 2021

O prazo para sanção termina nesta quinta-feira (22)

Por: Larissa Placca | 19 abril - 19:20

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), culpou o seu antecessor, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a responsabilidade o atraso do orçamento de 2021. O prazo para sanção termina nesta quinta-feira (22).

Através de suas redes sociais, Lira disse que Maia dificultou as negociações da proposta orçamentária por conta de compromissos políticos.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) em sessão

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) em sessão; Foto: Agência Brasil/Divulgação

Arthur Lira cobrou do governo o cumprimento do acordo feito com parlamentares na definição da lei orçamentária (veja abaixo).

“O orçamento desse ano só foi aprovado depois da eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, justamente pelas dificuldades criadas pela gestão do meu antecessor e os seus compromissos políticos. Agora depois de aprovado com amplo acordo que incluiu o governo, as críticas são injustas e oportunistas, cabendo ao governo propor soluções que atendam às demandas acordadas durante a votação, respeitando todos os limites legais e o teto de gastos”, escreveu Lira.

A publicação foi em resposta às declarações de Maia em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada neste domingo (18).

O ex-presidente da Câmara dos Deputados afirmou que o orçamento está “falido” e “capturado pelos projetos paroquiais”. Maia ainda disse que não é normal pressionar o presidente para sancionar um orçamento que é ilegal.

“Tenho convicção que o presidente não deve e não pode sancionar”, afirma. No final do mês passado, o Congresso Federal aprovou o orçamento federal de 2021.

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), o relator do orçamento de 2021, está sendo culpado pelo texto que definiu cortes de cerca de R$ 30 bilhões em despesas obrigatórias da Previdência, do auxílio-doença e do seguro-desemprego.

“Nada foi feito sem conhecimento ou consentimento do Ministério da Economia”, afirmou Bittar. “O que o Ministério da Economia está fazendo agora comigo posso classificar, no mínimo, como deslealdade”, completou.

Bittar diz que, com exceção da retirada do dinheiro para o Censo, que foi de sua iniciativa, o restante foi excluído a pedido do próprio governo. “Alguém está mentindo”, declarou.

“A fórmula de onde cortar nunca foi coisa da minha cabeça. Eu não ia inventar de cortar da Previdência, do abono. Isso é gasto de energia insuportável e desnecessário”, criticou o senador, que também relatou a PEC Emergencial, que abriu caminho para a retomada do auxílio emergencial.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu no início do mês que “certamente” houve erro da equipe econômica ao desenvolver o Orçamento de 2021.

LEIA MAIS NOTÍCIAS

Um povo que vota no Lula merece sofrer, diz Bolsonaro a apoiadores

Alexandre de Moraes nega pedido de Witzel para paralisar impeachment

Confira os últimos acontecimentos no Estado de São Paulo:

Deixe seu comentário

BOMBOU!

Recomendadas para você