Guedes afirma sobre os presidentes das Estatais Petrobras e Banco do Brasil: “[Bolsonaro] não estava satisfeito.”.

Segundo o ministro, "como estatais, o governo se sente no direito de interferir, mas acabam perdendo a agilidade e a rentabilidade das empresas privadas.".

Por: Larissa Placca | 02 abril - 14:18

Para o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Bolsonaro (sem partido) agiu “de acordo com as regras” diante a nomeação de Fausto Andrade Ribeiro para o lugar de André Brandão como presidente do Banco do Brasil (18/3) e o afastamento do presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco.

Vice-presidentes do BB estão ‘desconfortáveis’ com a decisão de Bolsonaro; Entenda o caso:

“Já sabia das substituições há meses.” afirmou Guedes.

O ministro da Economia, Paulo Guedes em reunião

O ministro da Economia, Paulo Guedes em reunião; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“O presidente não estava satisfeito, e é direito dele. No caso do Castelo, ele, na verdade, vinha segurando aumentos no preço dos combustíveis. É claro que, quando soube que ia sair, começou a realinhar os preços com o mercado internacional para ajustar suas obrigações diante dos acionistas. Isso causa esse problema que estamos tendo agora. E só mostra o quanto essas estatais listadas nas bolsas de valores são um bicho estranho”, disse.

Segundo o ministro, “como estatais, o governo se sente no direito de interferir, mas acabam perdendo a agilidade e a rentabilidade das empresas privadas.”.

Paulo Guedes nega há possibilidade dele deixar o governo Bolsonaro.

Também, em seu ponto de vista, ele comenta que vários temas aprovados neste ano que não teriam saído do papel se ele não estivesse no cargo de ministro da Economia: “Não teríamos o Banco Central independente, o novo marco fiscal, o marco do saneamento, a Lei do Gás e a autorização para incluir os Correios e a Eletrobras no Plano Nacional de Desestatização. Creio que ainda estou dando muitas contribuições ao país permanecendo aqui.”

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