Guedes afirma sobre Orçamento: “Que deve ter tido erro na equipe econômica? Sim, certamente” e critica Ministro

Guedes disse, sem citar nomes, que um "Tem sempre um ministro mais ousado, né? Tem ministro fura teto, tem de tudo aqui, né?

Por: Larissa Placca | 09 abril - 19:26

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu nesta sexta-feira (9) que “certamente” houve erro da equipe econômica ao desenvolver o Orçamento de 2021.

Relator do Orçamento de 2021 afirma que o Ministério da Economia está sendo desleal com ele. “Alguém está mentindo”, declarou

Ele disse que todos os envolvidos no Orçamento estão em parte certos e errados.

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes; Foto: Agência Brasil/Divulgação

“Que deve ter tido erro na equipe econômica? Sim, certamente tem erro ali. Certamente tem erro quando um ministro pula a cerca e vai combinar um negócio que não está combinado com a Segov (Secretaria de Governo), que é quem está conduzindo o acordo político. Deve ter tido erro para todo lado”, disse ele, durante participação em evento promovido pelo Bradesco BBI.

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“Quem errou menos, que foi o Lira, está aborrecido com isso”, se referiu ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)

Guedes disse, sem citar nomes, que um “Tem sempre um ministro mais ousado, né? Tem ministro fura teto, tem de tudo aqui, né? Tem ministro que não desiste, volta toda hora e bate no mesmo lugar, bota em risco a viagem do grupo todo até”, afirmou.

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“Isso acontece, volta e meia, e é natural. ‘Bota mais um pouquinho de dinheiro ali, bota um pouco mais aqui, bota um pouco mais ali.’ Esquece de combinar com os outros, né? Quando vai combinar com os outros, a conta não fecha”, conclui.

O ministro não deixou claro a quem se referia, porém, dentro do Orçamento grande parte das emendas que teriam ultrapassado os valores dos acordos políticos são do Ministério do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Ele disse que ele, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), sabem da importância do cumprimento dos acordos políticos no Orçamento. “Acordos precisam ser cumpridos, o problema é como.”

Quando o Orçamento saiu do ministro e da sua equipe econômica, os acordos políticos somavam R$ 8 bilhões e R$ 16 bilhões. “De repente teve acordo que extrapolou”, afirmou. “Todo mundo está junto no erro. Quando somou deu quase o dobro do combinado.”

O Orçamento foi aprovado num total de R$ 26,5 bilhões reduzindo parte despesas obrigatórias do governo e aumentando os recursos direcionados a emendas parlamentares.

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